quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

I Gincana Católica de Anicuns

No dia 6 de Dezembro, foi realizado aqui em Anicuns a I Gincana Católica.
Visando dinamizar a evangelização entre a juventude, o evento foi organizado pelo Movimento de Cursilhos.
Com a Participação de 80 Jovens o Evento iniciou com a Santa Missa e depois na Estância Rafael foi realizado os jogos e o teatro com o Tema do DNJ: Exterminio da Juventude.
Como Gesto concreto o valor da inscrição foi 1Kg de alimento que será destinado aos mais necessitados.
A equipe Organizadore agradece a Participação de todos e Já Pensa em Agendar a II Gincana no Ano de 2010.







Evangelho do dia - O jugo de Jesus é suave


Leitura Orante

Mt 11,28-30

- Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.

Comentário do Evangelho

No coração de Jesus um abrigo

Depois de uma efusiva ação de graças com alegria, Jesus convida todos ao seu seguimento. É ele quem recebeu do
Pai as palavras de libertação e vida, e disto toda a sua vida foi um testemunho. Jesus manso e humilde de coração é a expressão da bem-aventurança dos mansos e de coração puro. Por sua auto-inclusão nas bem-aventuranças, vê-se que o jugo suave e leve de Jesus é a adesão às propostas do Sermão da Montanha, como realização da vontade do Pai aqui no mundo. O mundo cansa a todos pelos carregados fardos que lhes são impostos. Jesus oferece o descanso, o alívio, como um convincente motivo ao seu seguimento: os discípulos suportavam o fardo da religião do templo e da sinagoga. Era uma religião de observâncias que oprimiam e excluíam. Pela adesão à novidade de Jesus, no seu convívio, na amizade, na fraternidade e na prática do serviço, os discípulos encontram a alegria. No mundo também vigora o pesado fardo da ideologia do poder e do sucesso, mantida pelos donos do poder em vista da submissão dos oprimidos. O mundo oferece a todos a sedução da riqueza e do poder. Correndo atrás destas ofertas, as pessoas se isolam e seu coração é tomado de ansiedade e angústia. No coração de Jesus encontra-se o abrigo para as jornadas ao encontro da vida, tecendo-se laços de fraternidade e construindo-se a paz.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Evangelho do dia - Imaculada: "vínculo do amor com a Trindade"



Leitura Orante

Lc 1,26-38

Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria. O anjo veio e disse:
- Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada. O Senhor está com você.
Porém Maria, quando ouviu o que o anjo disse, ficou sem saber o que pensar. E, admirada, ficou pensando no que ele queria dizer. Então o anjo continuou:
- Não tenha medo, Maria! Deus está contente com você. Você ficará grávida, dará à luz um filho e porá nele o nome de Jesus. Ele será um grande homem e será chamado de Filho do Deus Altíssimo. Deus, o Senhor, vai fazê-lo rei, como foi o antepassado dele, o rei Davi. Ele será para sempre rei dos descendentes de Jacó, e o Reino dele nunca se acabará.
Então Maria disse para o anjo:
- Isso não é possível, pois eu sou virgem!
O anjo respondeu:
- O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus. Fique sabendo que a sua parenta Isabel está grávida, mesmo sendo tão idosa. Diziam que ela não podia ter filhos, no entanto agora ela já está no sexto mês de gravidez. Porque para Deus nada é impossível.
Maria respondeu:
- Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!
E o anjo foi embora.

Comentário do Evangelho

O Divino e o humano se encontram

Deus manifesta seu amor no próprio ato da criação. O desabrochar da vida entre os humanos é fruto do transbordamento da vida e do amor de Deus. A concepção de Maria, a partir da união de amor de Ana e Joaquim, insere-se de modo particular nesta comunicação de amor de Deus. É o amor fecundo de seus pais que gera a vida, como tantos e tantos casais, à semelhança do Deus criador. A vida em Maria tem uma dimensão particularmente
sublime, pois nela será gerado o Filho de Deus, que abre para todos as portas da eternidade. O Divino e o humano se encontram, em uma comunhão de amor.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Evangelho do dia - Jesus cura por fora e por dentro



Leitura Orante

Lc 5,17-26

Um dia Jesus estava ensinando, e alguns fariseus e alguns mestres da Lei estavam sentados perto dele. Eles tinham vindo de todas as cidades da Galiléia e da Judéia e também de Jerusalém. O poder do Senhor estava com Jesus para que ele curasse os doentes. Alguns homens trouxeram um paralítico deitado numa cama e estavam querendo entrar na casa e colocá-lo diante de Jesus. Porém, por causa da multidão, não conseguiram entrar com o paralítico. Então o carregaram para cima do telhado. Fizeram uma abertura nas telhas e o desceram na sua cama em frente de Jesus, no meio das pessoas que estavam ali. Jesus viu que eles tinham fé e disse ao paralítico:
- Meu amigo, os seus pecados estão perdoados!
Os mestres da Lei e os fariseus começaram a pensar:
- Quem é este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder.
Porém Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse:
- Por que vocês estão pensando assim? O que é mais fácil dizer ao paralítico: "Os seus pecados estão perdoados" ou "Levante-se e ande"? Pois vou mostrar a vocês que eu, o Filho do Homem, tenho poder na terra para perdoar pecados.
Então disse ao paralítico:
- Eu digo a você: levante-se, pegue a sua cama e vá para casa.
No mesmo instante o homem se levantou diante de todos, pegou a cama e foi para casa, louvando a Deus. Todos ficaram muito admirados; e, cheios de medo, louvaram a Deus, dizendo:
- Que coisa maravilhosa nós vimos hoje!

Comentário do Evangelho

Reintegração da pessoa

Os escribas e fariseus ensinavam que os doentes e aleijados eram pecadores e impuros. Nos casos em que houvesse cura, os curados deviam se apresentar ao sacerdote, no templo, com ofertas e sacrifícios. Jesus, com seu ensinamento e com sua prática, revela a falsidade de tal juízo. Ao declarar o perdão dos pecados daquele paralítico, Jesus remove a sua qualifi cação de pecador. O fato de o homem que era paralítico levantar-se e ir para casa expressa a reintegração daquele que era humilhado e excluído da religião e da sociedade. Enquanto os escribas e fariseus murmuravam pelo fato de Jesus perdoar os pecados, o povo se admirava da autenticidade e liberdade de seu agir.


sábado, 5 de dezembro de 2009

Evangelho do dia - Missionários na equipe de Jesus


Leitura Orante

Mt 9,35-10.1.6-8

Jesus andava visitando todas as cidades e povoados. Ele ensinava nas sinagogas, anunciava a boa notícia sobre o Reino e curava todo tipo de enfermidades e doenças graves das pessoas. Quando Jesus viu a multidão, ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor. Então disse aos discípulos:
- A colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita.
Jesus chamou os seus doze discípulos e lhes deu autoridade para expulsar espíritos maus e curar todas as enfermidades e doenças graves.
Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: "O Reino do Céu está perto." Curem os leprosos e outros doentes, ressuscitem os mortos e expulsem os demônios. Vocês receberam sem pagar; portanto, dêem sem cobrar.

Comentário do Evangelho

A missão da Boa-Nova

Mateus, no seu Evangelho, após caracterizar o messianismo de Jesus com a narrativa de dez milagres, faz um sumário do seu ministério, seguindo-se o chamado dos Doze e o envio missionário. A missão distingue-se pelo ensino, com a proclamação da Boa-Nova, e pela cura dos inúmeros doentes dentre as multidões. A doença é fruto da exclusão social. Jesus tem compaixão destas multidões e se empenha em que elas sejam libertadas de seus males. Os pastores que não cuidavam das ovelhas eram os chefes religiosos de Israel, que retinham também o poder político.
Diante da necessidade de trabalhadores para a colheita, Jesus chama os Doze. Eles são enviados para exercer o ministério semelhante ao de Jesus: a proclamação da Boa-Nova do Reino.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Evangelho do dia - Luz para discernir


Leitura Orante

Mt 9,27-31

Jesus saiu daquele lugar, e no caminho dois cegos começaram a segui-lo, gritando:
- Filho de Davi, tenha pena de nós!
Assim que Jesus entrou em casa, os cegos chegaram perto dele. Então ele perguntou:
- Vocês crêem que eu posso curar vocês?
- Sim, senhor! Nós cremos! - responderam eles.
Jesus tocou nos olhos deles e disse:
- Então que seja feito como vocês crêem!
E os olhos deles ficaram curados. Aí Jesus ordenou com severidade:
- Não contem isso a ninguém!
Porém eles foram embora e espalharam as notícias a respeito de Jesus por toda aquela região.

Comentário do Evangelho

Enxergar para compreender Jesus

Mateus narra a cura de dois cegos na passagem de Jesus por Jericó, a caminhode Jerusalém. Este episódio também é narrado por Marcos e Lucas, com a cura de apenas um cego. Mateus, com pequenas diferenças, repete aqui esta narrativa da cura inserida no bloco de dez milagres que ele reúne como afi rmação do caráter messiânico de Jesus. Fundamenta, assim, a autoridade que Jesus confere aos doze apóstolos em fazer exorcismos e curas em sua missão. O messianismo judaico no tempo de Jesus significava a expectativa de um novo Davi (rei ungido = messias) que libertasse os judeus, firmando um reino de poder. Esta era uma expectativa favorável às elites, pois o povo estaria sempre submisso a elas. A ideologia messiânica de poder era assimilada pelo próprio povo oprimido. Os dois cegos chamam Jesus de "filho de Davi", e ele descarta este messianismo. A cura dos cegos significa que agora começam a compreendê-lo melhor. Quando os discípulos oriundos do judaísmo se desiludem do messianismo terreno de Jesus, passam a atribuir-lhe um messianismo celeste. Jesus, manso e humilde de coração na terra, passa a ser um poderoso rei no céu.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Evangelho do dia - Não basta dizer "Senhor"



Mt 7,21.24-27

Não é toda pessoa que me chama de "Senhor, Senhor" que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu.
- Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha.
- Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída.

Comentário do Evangelho

Não basta ouvir a Palavra

O Sermão da Montanha, do Evangelho de Mateus, é encerrado com esta parábola. Após a proclamação do programa a ser vivido, como realização do Reino dos Céus aqui na terra, temos a advertência de Jesus de que não basta ouvir suas palavras, mas é fundamental que sejam colocadas em prática. Ele descarta os gestos espantosos de louvores ou profecias sem frutos, expulsão dos demônios e operação de milagres. Permanecendo gestos vazios, tornam- se iníquos; é como a casa sobre a areia. Construir sobre a rocha é pôr em prática a vontade do Pai, expressa nas bem-aventuranças. Muitas vezes as pessoas se julgam piedosas e satisfeitas por invocarem e louvarem o nome do Senhor em cultos e celebrações. Contudo, Jesus pede mais. O fundamental é colocar em prática as palavras de Jesus, formando comunidades consolidadas por laços de amor e paz, abertas para a comunhão com todos aqueles que se empenham no resgate da dignidade e da vida no mundo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Evangelho do dia - Agradecer ao Pai e partilhar com os irmãos



Leitura Orante

Mt 15,29-37

Jesus saiu dali e foi até o lago da Galiléia. Depois subiu um monte e sentou-se ali. E foram até Jesus grandes multidões levando coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros doentes, que eram colocados aos seus pés. E ele curou todos. O povo ficou admirado quando viu que os mudos falavam, os aleijados estavam curados, os coxos andavam e os cegos enxergavam. E todo o povo louvou ao Deus de Israel. Jesus chamou os seus discípulos e disse:
- Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. Não quero mandá-los embora com fome, pois poderiam cair de fraqueza pelo caminho.
Os discípulos perguntaram:
- Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?
- Quantos pães vocês têm? - perguntou Jesus.
- Sete pães e alguns peixinhos! - responderam eles.
Aí Jesus mandou o povo sentar-se no chão. Depois pegou os sete pães e os peixes e deu graças a Deus. Então os partiu e os entregou aos discípulos, e eles os distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram satisfeitos; e os discípulos ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.

Comentário do Evangelho

Jesus partilha o pão com a multidão

Jesus, vindo da região gentílica de Tiro, chega às margens do mar da Galiléia. Aí, com as multidões, se dá a segunda partilha dos pães, agora em território dos gentios. A narrativa segue a mesma estrutura da primeira partilha. Mateus realça a situação de exclusão destas multidões: coxos, cegos, aleijados, mudos, às quais Jesus se consagra. Na primeira partilha, na Galiléia, com a presença também de judeus, Jesus "abençoa" os pães, conforme o uso hebraico. Agora, entre os gentios, toma os pães e "dá graças", conforme o uso entre gregos. A presença de Jesus entre os gentios e a partilha do pão com eles indica seu distanciamento do sistema religioso de Israel.


Feliz Natal!



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Evangelho do dia - Alegria e gratidão a Deus vêm juntas



Lc 10,21-24

Naquele momento, pelo poder do Espírito Santo, Jesus ficou muito alegre e disse:
- Ó Pai, Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução aquilo que escondeste dos sábios e dos instruídos. Sim, ó Pai, tu tiveste prazer em fazer isso.
- O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é.
Então Jesus virou-se para os discípulos e disse só para eles:
- Felizes são as pessoas que podem ver o que vocês estão vendo! Eu afirmo a vocês que muitos profetas e reis gostariam de ter visto o que vocês estão vendo, mas não puderam; e gostariam de ter ouvido o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.

Comentário do Evangelho

Uma bela oração de louvor

Esta bela oração de louvor tem um estilo literário que a diferencia dos demais textos dos Evangelhos sinóticos. Ela é encontrada, também, no Evangelho de Mateus e se assemelha ao estilo do Evangelho de João. Nela temos a expressão da intimidade e do conhecimento entre Jesus e Deus Pai. Esta união entre Jesus e o Pai, e o mútuo conhecimento, que em Lucas só aparece aqui, é um tema dominante no Evangelho de João, particularmente nos capítulos 14 a 17. Neste louvor, se revela uma subversão dos valores tradicionais das sociedades que promovem o individualismo, o sucesso e o enriquecimento. Não são os sábios e entendidos, fechados em si mesmos, visando a sua promoção pessoal e seu prestígio, que entenderão a simplicidade e o despojamento vivido no Reino de Deus. O Reino é o espaço de convívio dos pequeninos, que, conhecedores de seus limites e de sua fragilidade, solidarizam- se com os irmãos no serviço recíproco e empenham-se em resgatar e promover a vida neste mundo.