quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Evangelho do dia - Firmeza no seguimento de Jesus



Lc 21,12-19

- Mas, antes de acontecer tudo isso, vocês serão presos e perseguidos. Vocês serão entregues para serem julgados nas sinagogas e depois serão jogados na cadeia. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos reis e aos governadores para serem julgados. E isso dará oportunidade a vocês para anunciarem o evangelho. Resolvam desde já que não vão ficar preocupados, antes da hora, com o que dirão para se defender. Porque eu lhes darei palavras e sabedoria que os seus inimigos não poderão resistir, nem negar. Vocês serão entregues às autoridades pelos seus próprios pais, irmãos, parentes e amigos, e alguns de vocês serão mortos. Todos odiarão vocês por serem meus seguidores. Mas nem um fio de cabelo de vocês será perdido. Fiquem firmes, pois assim vocês serão salvos.

Comentário do Evangelho

Sofrer por causa do Reino

O capítulo 21 de Lucas, assim como o capítulo 24 de Mateus e o 13 de Marcos, apresenta falas de Jesus sobre o fim dos tempos, a partir de seu anúncio da destruição do templo. Possivelmente eles extraíram seus textos de uma fonte de tradição que circulava nas comunidades, formando um "discurso escatológico". Uma parte destas falas foi antecipada em Lucas, abordando o dia da vinda do Filho do Homem. Em Mateus temos o paralelo à narrativa de hoje inserido na fala de Jesus, ao enviar os Doze em missão. O texto, em um estilo literário escatológico, como anúncio do fim dos tempos, na realidade exprime as perseguições e provações que os discípulos de Jesus sofrerão, tanto por parte dos judeus das sinagogas como do Império Romano. No seio da própria família haverá incompreensões quanto à novidade libertadora de Jesus. Porém, os discípulos vivem a paz por terem Jesus que os inspira e por terem encontrado a porta da eternidade para suas vidas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Evangelho do dia - Não ficará pedra sobre pedra


Lc 21,5-11

Algumas pessoas estavam falando de como o Templo era enfeitado com bonitas pedras e com as coisas que tinham sido dadas como ofertas. Então Jesus disse:
- Chegará o dia em que tudo isso que vocês estão vendo será destruído. E não ficará uma pedra em cima da outra.
Aí eles perguntaram:
- Mestre, quando será isso? Que sinal haverá para mostrar quando é que isso vai acontecer?
Jesus respondeu:
- Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu, dizendo: "Eu sou o Messias" ou "Já chegou o tempo". Porém não sigam essa gente. Não tenham medo quando ouvirem falar de guerras e de revoluções. Pois é preciso que essas coisas aconteçam primeiro. Mas isso não quer dizer que o fim esteja perto.
E continuou:
- Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá grandes tremores de terra, falta de alimentos e epidemias. Acontecerão coisas terríveis, e grandes sinais serão vistos no céu.

Comentário do Evangelho

O templo deve ser um espaço de Deus

A partir do comentário de algumas pessoas sobre a grandiosidade do templo em Jerusalém, Jesus passa a prenunciar a sua destruição, bem como de toda a cidade. Este templo, desde sua construção por Salomão, tinha o caráter de respaldo aos interesses de poder e riqueza da realeza, e sempre abrigou o espaço de acúmulo de riquezas a partir das funções legais-religiosas e das ofertas do povo. Com sua ostentação de riqueza e luxo, provocava no povo um sentimento de humilhação e submissão. Através dele desfilavam multidões de populares e camponeses tímidos e humilhados, os quais, com grandes sacrifícios, traziam suas ofertas de obrigação aos cofres do Tesouro do templo. A seguir são dados sinais do fim dos tempos e da chegada do Reino, extraídos das violências que ocorrem no mundo, guerras e calamidades naturais.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Evangelho do dia - A oferta da viúva pobre


Lc 21,1-4

Jesus estava no pátio do Templo, olhando o que estava acontecendo, e viu os ricos pondo dinheiro na caixa das ofertas. Viu também uma viúva pobre, que pôs ali duas moedinhas de pouco valor. Então ele disse:
- Eu afirmo a vocês que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.

Comentário do Evangelho

Jesus resgata a dignidade e promove a vida.

Esta narrativa de Lucas vem em seguida à advertência de Jesus contra a prática dos escribas. Estes escribas, enquanto fazem questão de ostentar piedade e prestígio, devoram as casas das viúvas. Em continuidade a esta denúncia, segue a narrativa da oferta da pobre viúva. O templo de Jerusalém tinha um anexo, o Tesouro (gazophilakion), onde eram guardadas as riquezas e depositadas as ofertas através de pequenas aberturas externas. Jesus, ostensivamente, senta-se diante do Tesouro para observar. A multidão dos excluídos (ochlós) lançava pequenas moedas, que somadas dariam grande valor. Muitos ricos depositavam muito, o que não lhes pesava, pois eles próprios se benefi ciavam com estas vultosas riquezas acumuladas no templo. Jesus chama a atenção sobre a viúva pobre que deu duas moedinhas, que era tudo o que tinha para viver. Com isto, em continuidade à denúncia dos escribas que devoram as casa das viúvas, critica o próprio sistema elitista e explorador do templo. Com as exigências das estritas observâncias de suas leis, de seus dízimos e ofertas, os pobres são humilhados e explorados. Jesus busca a libertação do povo excluído sob tal jugo, resgatando sua dignidade e promovendo a vida.

sábado, 21 de novembro de 2009

Evangelho do dia - A familia de Jesus


Mt 12,46-50

Quando Jesus ainda estava falando ao povo, a mãe e os irmãos dele chegaram. Ficaram do lado de fora e pediram para falar com ele. Então alguém disse a Jesus:
- Escute! A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor.
Jesus perguntou:
- Quem é a minha mãe? E quem são os meus irmãos?
Então apontou para os seus discípulos e disse:
- Vejam! Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos. Pois quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu, é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Comentário do Evangelho

A nova família divina

As palavras de Jesus, nesta narrativa, não têm um caráter excludente, mas sim inclusivo. Mais abrangente do que um grupo familiar particular é a grande criação de Deus, homens e mulheres, assumidos como seus filhos, formando a grande família divina. Há íntima relação entre ser discípulos de Jesus, cumprir a vontade do Pai e unir-se a sua família espiritual. A nova família divina não se fundamenta em nascimento, raça ou tradição, mas integra qualquer um que siga Jesus no cumprimento da vontade de seu Pai. A prática de Jesus é a revelação da vontade do Pai, que deseja que todos tenham vida em abundância, e seguir Jesus é entrar em comunhão com esta vontade. É esta a prática a ser encarnada no dia-a-dia das comunidades de discípulos. E aqueles que fazem a vontade do Pai encontram resistência dos grupos que usufruem de privilégios tradicionais e sofre tribulações e perseguições ao longo do caminho pelo qual optaram. A filiação divina implica a comunhão com todos os fi lhos de Deus, sem exclusões, formando a grande família em torno de Jesus. Maria, mãe de Jesus, com sua vida em comunhão com seu Filho, está inserida nesta família divina.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Evangelho do dia - Templo ou casa de comércio?



Lc 19,45-48

Jesus entrou no pátio do Templo e começou a expulsar dali os vendedores. Ele lhes disse:
- Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: "A minha casa será uma 'Casa de oração'." Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões.
Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias. Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes do povo queriam matá-lo. Mas não achavam jeito de fazer isso, pois todos o escutavam com muita atenção.

Comentário do Evangelho

O espaço da presença de Deus

Os três evangelistas sinóticos, conforme sua metodologia catequética, colocam esta denúncia contra o templo no fim do ministério de Jesus, como o momento culminante de embate com as autoridades religiosas do judaísmo, seguindo-se a sua morte. Já o evangelista João o insere no início de seu Evangelho, como ponto de partida para outras quatro denúncias contra o sistema do templo, por ocasião das cinco visitas de Jesus a Jerusalém. E o fato que suscita a reação fatal daquelas autoridades religiosas é a ressurreição de Lázaro por Jesus. O templo de Jerusalém era o núcleo da teocracia de Israel, englobando os poderes religioso, econômico e político, e possuía uma dependência onde funcionava o Tesouro. Aí eram depositadas as riquezas acumuladas a partir dos diversos tributos prescritos pela Lei. A denúncia ao templo, por parte de Jesus, visa à libertação do povo oprimido sob jugo de uma instituição que, em nome de Deus, favorecia o enriquecimento das elites e excluía as maiorias empobrecidas. Este templo é fadado à destruição, enquanto Jesus permanece por toda a eternidade. Com ele, o espaço da presença de Deus é a comunidade. Entra-se em comunhão com Jesus pelo amor, pelo perdão e pela partilha vividos na comunidade.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Evangelho do dia - Lágrimas sobre Jerusalém


Lc 19,41-44

Quando Jesus chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela e disse:
- Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la.

Comentário do Evangelho

Jesus chora sobre Jerusalém

Jesus chega a Jerusalém aclamado pela multidão. Vendo a cidade, chora sobre ela. Jerusalém fora tomada do povo jebuseu pelo rei Davi, que nela centralizou os poderes religioso, político e militar. O templo aí construído e a sólida teologia imperial elaborada na corte dos reis descendentes de Davi conferiram a Jerusalém o status de cidade sagrada. Porém, já os profetas do Primeiro Testamento denunciavam o abuso de poder e a corrupção aí reinantes. O próprio Jesus dissera: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados...". Jerusalém é a expressão do povo de Israel e, principalmente, da cúpula dirigente. O anúncio do Reino foi, de início, feito na periferia, entre os pobres e excluídos. Agora Jesus decide fazê-lo no próprio centro de poder, mesmo sabendo que estava condenado pelos dirigentes do judaísmo. Sua mensagem de paz é rejeitada, pois está oculta aos olhos desses dirigentes. Como resultado desta rejeição, Lucas acrescenta um prenúncio de Jesus sobre a destruição de Jerusalém. Possivelmente, esta seria uma profecia ex eventu, isto é, Lucas a redige baseado no fato já acontecido da destruição de Jerusalém pelas tropas romanas no ano 70.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Evangelho do dia - Onde está o talento?




Lc 19,11-28

Jesus contou uma parábola para os que ouviram o que ele tinha dito. Agora ele estava perto de Jerusalém, e por isso eles estavam pensando que o Reino de Deus ia aparecer logo. Então Jesus disse:
- Certo homem de uma família importante foi para um país que ficava bem longe, para lá ser feito rei e depois voltar. Antes de viajar, chamou dez dos seus empregados, deu a cada um uma moeda de ouro e disse: "Vejam o que vocês conseguem ganhar com este dinheiro, até a minha volta."
- Acontece que o povo do seu país o odiava e por isso mandou atrás dele uma comissão para dizer que não queriam que aquele homem fosse feito rei deles.
- O homem foi feito rei e voltou para casa. Aí mandou chamar os empregados a quem tinha dado o dinheiro, para saber quanto haviam conseguido ganhar. O primeiro chegou e disse: "Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei dez."
- "Muito bem!" - respondeu ele. - "Você é um bom empregado! E, porque foi fiel em coisas pequenas, você vai ser o governador de dez cidades."
- O segundo empregado veio e disse: "Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei cinco."
- "Você vai ser o governador de cinco cidades!" - disse o patrão.
- O outro empregado chegou e disse: "Patrão, aqui está a sua moeda. Eu a embrulhei num lenço e a escondi. Tive medo do senhor, porque sei que é um homem duro, que tira dos outros o que não é seu e colhe o que não plantou."
- Ele respondeu: "Você é um mau empregado! Vou usar as suas próprias palavras para julgá-lo. Você sabia que sou um homem duro, que tiro dos outros o que não é meu e colho o que não plantei. Então por que você não pôs o meu dinheiro no banco? Assim, quando eu voltasse da viagem, receberia o dinheiro com juros."
- E disse para os que estavam ali: "Tirem dele a moeda e dêem ao que tem dez."
Eles responderam:
- "Mas ele já tem dez moedas, patrão!"
- E o patrão disse:
- "Eu afirmo a vocês que aquele que tem muito receberá ainda mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. E agora tragam aqui os meus inimigos, que não queriam que eu fosse o rei deles, e os matem na minha frente."
Depois de dizer isso, Jesus foi adiante deles para Jerusalém.

Comentário do Evangelho

O dom para ser partilhado

Temos neste texto a fusão de duas parábolas. Uma se refere ao nobre que partiu para ser coroado rei. Seus concidadãos colocaram obstáculos a sua realeza; porém, uma vez nomeado rei, voltou e exterminou os seus adversários. Inserida nesta, temos a "parábola dos talentos" de Mateus, que aqui são "minas" (moedas da época).
Em sua estrutura, estas parábolas semíticas envolvem a crueldade do poder e a ambição do dinheiro. Nelas temos a alusão ao Messias, rejeitado por seus concidadãos, o qual, depois de sua morte, voltará com poder para julgar e condenar. Enquanto isso, os discípulos devem aguardar, não ociosos, mas operantes.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Evangelho do dia - Um hóspede na sua casa


Lc 19,1-10

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu:
- Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.
Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Todos os que viram isso começaram a resmungar:
- Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!
Zaqueu se levantou e disse ao Senhor:
- Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.
Então Jesus disse:
- Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

Comentário do Evangelho

Jesus Cristo não exclui ninguém

Lucas já narrara o episódio do homem rico que vem a Jesus em busca da vida eterna. Quando Jesus lhe propõe abrir mão de sua riqueza e segui-lo, este homem se entristece e recua. Jesus, então, adverte sobre a difi culdade de um rico entrar no Reino de Deus. Agora Zaqueu, muito rico, mesmo sendo um publicano discriminado, é acolhido por Jesus. Zaqueu, cheio de alegria, dispõese a partilhar suas riquezas com os pobres e reparar as injustiças através das quais enriqueceu. Lucas revela o amor misericordioso de Jesus que não exclui ninguém. Contudo, os que permanecem apegados à riqueza estão se auto-excluindo. Os ricos são chamados à bem-aventurança da pobreza, a partir da partilha e da ruptura com o sistema iníquo de enriquecimento.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009



Encontrão da Renovação

Tema:

"Vinde a Mim, todos vós que estais cansados e aflitos e EU VOS ALIVIAREI" - Mt 11, 28

Dias: 21 e 22 de Novembro de 2009
Local: Centro de convenções Pe Mathias - Anicuns-Go
Presença: Equipe de pregadores e músicos da associação Servos de Deus, de Goiânia

Realização:
RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DE ANICUNS

Evangelho do dia - Um itinerário de luz



Lc 18,35-43

Jesus já estava chegando perto da cidade de Jericó. Acontece que um cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que era aquilo.
- É Jesus de Nazaré que está passando! - responderam.
Aí o cego começou a gritar:
- Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!
As pessoas que iam na frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais:
- Filho de Davi, tenha pena de mim!
Jesus parou e mandou que trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou:
- O que é que você quer que eu faça?
- Senhor, eu quero ver de novo! - respondeu ele.
Então Jesus disse:
- Veja! Você está curado porque teve fé.
No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus. E todos os que viram isso começaram a louvar a Deus.

Comentário do Evangelho

A fé liberta da cegueira

Na subida a Jerusalém, Jesus aproximase de Jericó. À beira do caminho, marginalizado, há um cego pedindo esmola. O sistema de poder que o subjuga tirou-lhe a visão e sua compreensão da vida. Quando Jesus passa, grita por ele, com o título de Filho de Davi. A sua cegueira e a sua indigência estão atreladas à ideologia de poder davídico-judaica.
Jesus o chama, e quando lhe pergunta: "Que queres que eu te faça?", o cego responde: "Senhor, que eu veja". A fé em Jesus faz com que o cego se liberte de sua cegueira e veja Jesus com novos olhos, passando a seguilo. Na narrativa, o cego simboliza, também, os discípulos que trazem, ainda, marcas da ideologia do poder do sistema do templo e da sinagoga. No momento da humilhação e morte de Jesus em Jerusalém, estes discípulos se confundirão e fi carão inseguros. Suas visões, aos poucos, vão-se clareando.