quinta-feira, 31 de março de 2011

Jogo Beneficente com os Padres do Regional Centro-Oeste

OS PADRES DO REGIONAL CENTRO OESTE ( BATINAS FUTEBOL CLUBE), ESTIVERAM JOGANDO EM AVELINÓPOLIS NUM JOGO BENEFICENTE ARRECADANDO MAIS DE 1000 KG DE ALIMENTOS, DENTRE ELES ESTAVA O NOSSO PÁROCO PADRE CARLOS.



 



Admirar não basta! É preciso fé!


Leitura Orante
Lc 11,14-23


Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. Alguns, porém, disseram: "É pelo poder de Beelzebu, o chefe dos demônios, que ele expulsa os demônios". Outros... pediam a Jesus um sinal do céu. Mas, conhecendo seus pensamentos, ele disse-lhes: "Todo reino dividido internamente será destruído; cairá uma casa sobre a outra. Ora, se até Satanás está dividido internamente, como poderá manter-se o seu reino? Pois dizeis que é pelo poder de Beelzebu que eu expulso os demônios. Se é pelo poder de Beelzebu que eu expulso os demônios, pelo poder de quem então vossos discípulos os expulsam?... Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, é porque o Reino de Deus já chegou até vós...

Jesus está a caminho do conflito

Jesus está a caminho do conflito final, em Jerusalém. Os sinais libertadores (curas e exorcismos) que ele vem operando suscitam a admiração das multidões. Lucas registra mais uma modalidade deste conflito com o judaísmo. "Alguns" acusam Jesus de usufruir do poder de Beelzebu. Estes "alguns" que acusam são, na narrativa paralela dos evangelhos de Marcos e Mateus, escribas e fariseus enviados pelos chefes religiosos de Jerusalém para fiscalizarem e incriminarem Jesus. Pretendem difamar Jesus diante da opinião pública. Jesus inverte a acusação. Em resposta, Jesus refere-se à contradição de alguém expulsar demônios pelo poder de Beelzebu, o que significaria o fim do reino de Satanás. Declarando que sua ação procede de Deus, Jesus afirma que veio para libertar, pelo dedo de Deus, todos que estão retidos sob o poder do "homem forte", ou seja, daqueles chefes religiosos que oprimem o povo humilde.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A perfeição da Lei

Leitura Orante
Mt 5,17-19


"Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus".

"Foi dito" na Lei. "Eu porém vos digo"

Tudo que é imperfeito sempre apresenta algum aspecto que pode ser considerado parte do todo que é perfeito. Assim Jesus anuncia o advento do Reino dos Céus no qual a Lei e os Profetas podem encontrar seu lugar. Desta maneira, Jesus, em continuidade à sua fala no Sermão da Montanha, declarará que a Lei e os Profetas encontram seu sentido na prática da sentença: "Tudo quanto desejais que os outros lhe façam, fazei-o, vós também, a eles" (Mt 7,12.). Identificar o seu bem com o bem do outro é a forma concreta do amor, e nisto se resume a Lei e os Profetas. Com o contraste expresso pela menção ao abolir e ao cumprir a Lei e os Profetas, Jesus, em continuidade, fará a seguir seis contraposições entre o que "foi dito" na Lei e nos Profetas, e o que "eu porém vos digo". Tendo as bem-aventuranças como referência, Jesus passa a fazer a revisão da antiga lei. Ao mencionar "estes mandamentos" Jesus está se referindo às bem-aventuranças que acabara de proclamar. A prática das bem-aventuranças não é assumida por obediência cega, mas por comunhão de amor com Jesus e com os irmãos. No entusiasmo do encontro com a vida plena, os discípulos se empenham em comunicar ao mundo sua experiência de amor.

terça-feira, 29 de março de 2011

Perdoar sempre


Leitura Orante
Mt 18,21-35


Pedro dirigiu-se a Jesus perguntando: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Digo-te, não até sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. O Reino dos Céus é... como um rei que resolveu ajustar contas com seus servos... trouxeram-lhe um que lhe devia uma fortuna inimaginável.... o senhor mandou que fosse vendido como escravo... O servo... prostrou-se diante dele pedindo: 'Tem paciência comigo...'. Diante disso, o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia uma quantia irrisória. Ele o agarrou... dizendo: 'Paga o que me deves'. O companheiro... suplicava: 'Tem paciência comigo...'. Mas o servo não quis saber... Então o senhor ... lhe disse: 'Servo malvado, eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?...


Nosso Deus é o Deus do perdão

Mateus introduz uma parábola sobre o perdão, apresentando-o como uma reversão da violência presente no Antigo Testamento: "... Caim é vingado sete vezes, mas Lamec, setenta e sete vezes!" (Gn 4,23-24). Jesus revela que nosso Deus é o Deus do perdão. Perdoar, não apenas sete vezes mas setenta e sete vezes (em algumas traduções: setenta vezes sete), isto é, perdoar sem limites. A parábola que se segue, desenvolve-se sob a forma de um drama entre o perdão e a violência. Mais sugestiva para revelar a misericórdia divina é a parábola do filho pródigo. Pela prática da misericórdia mantemos o vínculo da unidade na comunidade e entramos em comunhão com Deus.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Jesus é rejeitado em Nazaré


Leitura Orante
Lc 4,24-30


"Em verdade, vos digo que nenhum profeta é aceito na sua própria terra. Ora, a verdade é esta que vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e uma grande fome atingiu toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado o profeta Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel, mas nenhum deles foi curado, senão Naamã, o sírio". Ao ouvirem estas palavras, na sinagoga, todos ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no para o alto do morro sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de empurrá-lo para o precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

Jesus é identificado como um profeta

O texto de Lucas acentua a dimensão controvertida do anúncio de Jesus e justifica o anúncio aos gentios. Jesus é identificado como um profeta. O judaísmo é uma forma tardia da religião de Israel, formado a partir do exílio de Judá. Em Judá já se vivenciava uma religião diferenciada de Israel, centralizada na teologia davídica. Alguma esperança de igualdade e liberdade que animava o Israel antigo foi progressivamente afastada pela realeza e pelo Templo. Elias e Eliseu eram profetas de Israel, tradicionalmente populares. Representavam a defesa daquela esperança. Os dois gentios que acolheram as palavras dos profetas representam o universalismo da salvação. Agora, todos estão apegados ao seu clã religioso, com suas pretensões nacionalistas e irritam-se com Jesus. Jesus passa por eles, para dirigir-se àqueles que acolherão sua mensagem de amor e misericórdia.

sábado, 26 de março de 2011

Reencontro com o pai


Leitura Orante
Lc 15,1-3.11-32


Os fariseus e os escribas... murmuravam: "Este homem acolhe os pecadores e come com eles"...Jesus contou-lhes esta parábola... "Um homem tinha dois filhos. O Filho mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'... Quando... ele começou a passar necessidade... disse: "...Vou voltar para meu pai...' Quando ...seu pai o avistou foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos. O filho, então, lhe disse: 'Pai, pequei contra Deus e contra ti...' Mas o pai disse aos empregados: '...Trazei um novilho gordo e matai-o, para comermos e festejarmos. Pois este meu filho... estava perdido e foi encontrado'... O filho mais velho... com raiva ... respondeu ao pai: '...quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens... matas para ele o novilho gordo'. Então o pai lhe disse: 'Filho... era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado".

O amor misericordioso

Jesus, censurado pelos escribas e fariseus por acolher os publicanos e "pecadores", narra duas curtas parábolas sobre a alegria pela conversão dos pecadores, e uma terceira sobre o "pai misericordioso". Nesta encontramos uma plenitude de significado que pode ser considerado o núcleo da mensagem dos evangelhos. É o pai que respeitou plenamente a liberdade de seu filho, confiante na força do amor que sustenta a vida. O bem maior, que é a liberdade, tem o amparo do amor misericordioso. Desaparece a imagem do deus poderoso e coercitivo. Jesus revela o Deus de amor que quer partilhar com todos os homens e mulheres a alegria e felicidade de sua própria vida divina e eterna.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Alegra-te, cheia de graça


Leitura Orante
Lc 1,26-38


Quando Isabel estava no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José... A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo"... Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus... Maria, então, perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem?". O anjo respondeu: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível". Maria disse: "Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra". E o anjo retirou-se.

A Anunciação

A anunciação do nascimento de Jesus supera toda expectativa humana, tanto do ponto de vista biológico como sociológico. Uma virgem dará à luz e o Filho do Altíssimo entra na história como uma frágil criança pobre. E, ainda mais, Deus para realizar seus planos conta com uma jovem mulher pobre. Maria foi a escolhida. Aderiu plenamente ao projeto de Deus de tudo transformar por seu pleno amor. A nova criação, inundada pelo amor de Deus e revelada em Jesus, é participante da vida divina presente nesta criança que é concebida em Maria, o Filho do Altíssimo.
Orando sempre, agradecemos a Deus pelas maravilhas realizadas em Maria, com a concepção de Jesus, pelo qual céus e terra são transformados e nos é comunicada a vida divina e eterna.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Continuação das Fotos da Caminhada pelo Dia Mundial da Água


 

Grupo das Viúvas celebra seu 1º aniversário de Encontros


Com a presença de 70 viúvas e o Pe. Carlinhos, nosso grupo das Viúvas de Santa Francisca Romana celebrou seu primeiro aniversário de encontros.
Foi um dia de Ação de Graças!
Na Oração inicial nossas irmãs refletiram sobre a vida, dentro do projeto da Campanha da Fraternidade.
Depois o Pe. Carlinhos fez uma reflexão de Gratidão e Louvor ao Deus da Vida, a partir do Salmo 8.
Almoçamos, Cantamos Parabéns, apagamos a primeira velinha e Partimos o Bolo.
Nosso próximo encontro será dia 21/04, às 09h, com a Santa Missa pelos Idosos e doentes (na Igreja Matriz), seguida de confraternização (no Centro de Convenções Pe. Mathias.


 

Parábola do homem rico e Lázaro

Leitura Orante
Lc 16,19-31


Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e dava festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, ficava sentado no chão junto à porta do rico. Queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico, mas, em vez disso, os cães vinham lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos o levaram para junto de Abraão. Morreu também o rico e... na região dos mortos, no meio dos tormentos... gritou: 'Pai Abraão, tem compaixão de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas'. Mas Abraão respondeu: 'Filho, lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado... há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós'. O rico insistiu: 'Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai... Que ele os avise, para que não venham também eles para este lugar de tormento'"...

Denúncia à sociedade dividida
Este texto do evangelho de Lucas é a mais expressiva parábola quanto à denúncia da sociedade dividida, de um lado ricos que tudo usufruem e de outro lado pobres privados dos bens necessários à vida digna. O cenário de fundo, com o juizo final e a condenação do rico e a consolação do pobre aponta para a condenação e a proposta de mudança do sistema sócio-econômico que, hoje, garante a riqueza e o poder de uma minoria, a partir da exploração da maioria excluída, empobrecida e sofredora. Todos, sem exclusões, são convidados a se empenharem nesta mudança, a favor da vida.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vídeo da Caminhada pelo Dia Mundial da Água em Anicuns

Casa Modelo " Veste a camiseta da CF 2011"

Já em clima da Campanha da Fraternidade, a Casa Modelo nesta última terça-feira aderiu como uniforme, a camiseta da CF 2011. Na oração da manhã, o Pe. Carlinhos esteve na loja, onde abençoou aos funcionários da mesma. 



 

ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL E ESTADUAL DE ENSINO E A CF 2011


As Escolas Manoel Garcez Bueno e Machado de Assis promoveram a reflexão sobre a CF 2011. Com a participação expressiva dos seus alunos, as escolas estão empenhadas no processo de conscientização das questões sobre a Vida no Planeta.
     Foi com este mesmo espírito que as escolas participaram da celebração neste dia 22 – DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA.
    E ao longo do ano, outras iniciativas nesta temática estarão acontecendo.
 

 

INDÚSTRIA DE SABÃO GEO


        Promove a SIPAT – Semana Interna de Proteção ao Trabalho , do dia 21 a 25/03. E no primeiro dia o grupo  de funcionários refletiu o tema da CF 2011: Fraternidade e a Vida no Planeta e o lema: A criação geme em dores de parto (Rm 8,22).
       Analisamos as conseqüências do processo de industrialização em grande escala que tem depredado o meio ambiente, falamos do crescimento sustentável e ressaltamos o valor e a dignidade da vida humana, que precisa ser cuidada e defendida.
      Agradecemos a direção desta empresa pelo espaço cedido a igreja católica para a exposição do tema da CF 2011.


 

MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO


         Nesta sexta-feira aconteceu o encontro mensal dos ministros extraordinários da Comunhão. O grupo refletiu o tema da CF 2011, a partir do foco da cultura que permeia o indivíduo de hoje que é a mentalidade egoísta, individualista e consumista. Como gesto de conversão, fomos interpelados à mudança de mentalidade e de comportamento. É tempo de assumirmos os valores cristãos, que se contrapõem aos valores de mercado.

 

 

VEREADORES DE ANICUNS REFLETEM SOBRE O TEMA DA CF 2011


Nesta segunda-feira, dia 21/03, a convite do Presidente da Câmara, nós participamos juntamente com os vereadores e população de um momento de conscientização dos problemas ambientais, com o foco na CF 2011.
     Pe Carlinhos, lembrando o Papa Bento XVI, disse que a primeira ecologia a ser defendida é a ecologia humana, pediu o empenho de todos na defesa da vida.
      Lúcia Roque, em nome dos animadores da CF, mostra o espírito de ânimo que envolve esta campanha, dizendo que conseguiremos uma conscientização a tempo, se todos  juntos nos comprometermos com ações que dependem dos poderes legislativo, executivo e judiciário e  a organização de toda a sociedade civil, entidades, movimentos sociais e de cada indivíduo.

 

DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA – 22 DE MARÇO


Água é a fonte da vida em todas as suas formas, vegetal, animal e humana.
   Felizmente hoje cresce a consciência de que ou defendemos o planeta e seus recursos naturais ou pereceremos junto com ele.
   Nossa Cidade fez a caminhada pela VIDA! Foi a festa pela VIDA NO PLANETA e por uma conscientização de valorização da vida.
   Com a participação das igrejas, das escolas, do poder público, de vários segmentos sociais e da população celebramos este dia tão especial.
   Para Francisco de Assis, nosso querido padroeiro, a água é ÚTIL, CASTA, PRECIOSA E BELA!
   Para nós hoje a água continua assim, acrescendo a preocupação com a poluição de suas fontes e mananciais!
   A solução deste problema VAI DEPENDER SÓ DE NÓS!
   Parabéns Anicuns, pelo despertar para a VIDA!

 

 

O maior seja aquele que vos serve


Leitura Orante
Mt 20,17-28


Subindo para Jerusalém, Jesus chamou os doze discípulos...: "Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte... Mas no terceiro dia, ressuscitará". A mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, aproximou-se de Jesus e prostrou-se para lhe fazer um pedido...: "Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda". Jesus disse: "Não sabeis o que estais pedindo... o sentar-se à minha direita e à minha esquerda não depende de mim. É para aqueles a quem meu Pai o preparou"... "Sabeis que os chefes das nações as dominam e os grandes fazem sentir seu poder. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos".

Aspiração ao poder de Tiago e João

Neste texto, Mateus, bem como Marcos no seu evangelho, coloca em seqüência o anúncio da Paixão e a narrativa da aspiração ao poder por parte dos discípulos Tiago e João (representados por sua mãe). Estes viam Jesus como um messias davídico que iria implantar de imediato um reino nacionalista. Fica assim estabelecido um contraste entre a revelação, em Jesus, do Deus de amor entre os humildes e frágeis e a incompreensão dos discípulos apegados à religião do deus que, com violência, disputa o poder entre as nações. O amor manifesta-se pelo serviço. A compaixão pelos mais fracos, desamparados e excluídos impele à solidariedade e ao empenho de construir a unidade na sociedade de maneira que todos usufruam plenamente a vida.

terça-feira, 22 de março de 2011

Um só é o vosso Mestre

Leitura Orante
Mt 23,1-12


Depois, Jesus falou às multidões e aos discípulos: "Os escribas e os fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto franjas bem longas. Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de 'rabi'. Quanto a vós, não vos façais chamar de 'rabi', pois um só é vosso Mestre e todos vós sóis irmãos. Não chameis a ninguém na terra de 'pai', pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de 'guia', pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.

Jesus oferece um fardo leve e suave

O evangelho de Mateus apresenta no capítulo 23, de maneira contundente, as últimas críticas de Jesus aos escribas e fariseus. Mateus procura dissuadir a sua comunidade de discípulos oriundos do judaísmo de voltarem à sinagoga ou de manterem seus padrões tradicionais, opressores e elitistas. Enquanto Jesus oferecera um fardo leve e suave, os escribas e fariseus põem fardos pesados e insuportáveis nos ombros dos outros. Os escribas e fariseus fazem tudo ostensivamente e fazem-se chamar de "rabi", afim de garantirem o prestígio e a autoridade da qual abusam ambiciosamente. Entre os discípulos, em igualdade fraterna em torno de Jesus, não deve haver abuso de poder e a humildade e o serviço são os valores fundamentais na vida comunitária.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Almoço Centro de Convenções Pe Mathias (20/03/2011)

Sede misericordiosos como o Pai

Leitura Orante
Lc 6,36-38


Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós".

Misericordiosos como o Pai é misericordioso

Lucas é o evangelista da misericórdia de Deus. Várias e belas são suas parábolas sobre a misericórdia. Enquanto que Mateus, referindo-se a uma sentença de Jesus, escreve: "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mt 5,48), em Lucas temos: "Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso". Lucas prefere destacar a misericórdia como atributo de Deus do que a sua perfeição. O imperativo, "amai vossos inimigos", é repetido por duas vezes, como prática concreta da misericórdia. A figura do "inimigo" é uma presença constante no Primeiro Testamento. A própria imagem de Deus fica envolvida com o "inimigo" quando se lê no livro do Êxodo (23,2) a mensagem de Javé: "Serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários". Jesus remove a concepção do "inimigo", a qual justifica atitudes excludentes e elitistas, que respaldam a violência e a afirmação do poder.
Deus é bondoso para com os ingratos e os maus. Não lhes inflige castigos e sofrimentos para que se arrependam. Conquista-os pelo amor, pela misericórdia e pela mansidão. Contudo, isto não deve impedir o uso do discernimento para reconhecer as responsabilidades diante do mal praticado. Este discernimento, contudo, não deve levar a um julgamento de condenação. Acima de tudo vigora o perdão e a misericórdia que reanimam a vida.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Reconciliar é fundamental no Reino


Leitura Orante
Mt 5,20-26


Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. "Ouvistes que foi dito aos antigos: 'Não matarás! Quem matar deverá responder no tribunal'. Ora, eu vos digo: todo aquele que tratar seu irmão com raiva deverá responder no tribunal; quem disser ao seu irmão 'imbecil' deverá responder perante o sinédrio... poderá ser condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando estiveres levando a tua oferenda ao altar e ali te lembrares que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda... e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão... Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto ele caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz... e tu serás jogado na prisão. Em verdade, te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo.

O verdadeiro sentido do respeito à vida

Jesus descarta a justiça dos escribas e fariseus, que atendia apenas a seus interesses próprios e não era a favor da vida. O antigo mandamento da Lei de Moisés, "não matarás", só se aplicava entre os membros do povo eleito. Os povos vizinhos, considerados inimigos, eram exterminados, em nome de Deus. Jesus vem destacar o verdadeiro sentido do respeito à vida. A rejeição de alguém já é um desrespeito à vida. E deve-se buscar a reconciliação com aquele que é visto como adversário ou inimigo. "Não matarás" significa: não atentarás contra a vida de qualquer forma, pela violência ou pela injustiça. Os poderosos que escudam a economia de mercado matam ostensivamente, pela bomba, e o próprio mercado, na injusta apropriação dos bens necessários à sobrevivência das pessoas, mata pela extinção lenta da vida, na exclusão, na doença e na fome

quinta-feira, 17 de março de 2011

Procurai e encontrareis



Leitura Orante
Mt 7,7-12


"Pedi e vos será dado! Procurai e encontrareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede recebe, quem procura encontra, e a quem bate, a porta será aberta. Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.

A prática de Jesus consiste no amor

Esta sequência de exortações são um estímulo à perseverança na consecução de um objetivo e, particularmente, à oração perseverante a Deus. Elas são apresentadas por Lucas praticamente com as mesmas palavras, no contexto do estímulo à oração. Duas comparações com o pai ou mãe que sabem dar coisas boas aos filhos, mostram que se o amor humano é limitado o amor de Deus é infinito. A afirmação: "vós que sois maus..." indica um certo pessimismo da tradição apocalíptica. Na conclusão, a máxima de comportamento: "Tudo quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles", é um patrimônio da cultura universal. Ela exprime uma experiência universalmente reconhecida como válida. Mateus faz equivaler as observâncias da Lei e os Profetas da tradição israelita e judaica à observância desta máxima. De fato, o projeto e a prática de Jesus consiste no amor, sem limites de raças, nacionalismos, culturas ou religiões. Neste tempo de conversão, somos desafiados a empenharmo-nos, assiduamente, na oração a Deus e a assumirmos que o bem que eu faço aos outros é o meu próprio bem.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sinais para crer?





Leitura Orante
Lc 11,29-32

Acorrendo as multidões em grande número, Jesus começou a dizer: "Esta geração é uma geração perversa. Busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. De fato, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará juntamente com esta geração e a condenará, pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é mais do que Salomão. No dia do juízo, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão; pois eles mostraram arrependimento com a pregação de Jonas, e aqui está quem é mais do que Jonas".

Um sinal do céu

Tendo expulsado um demônio que era mudo, alguns escribas e fariseus haviam acusado Jesus agir pelo poder de Beelzebu e pediam um sinal vindo do céu. Após rebater a acusação, Jesus questiona o pedido de um sinal do céu. A partilha dos pães com a multidão e a ação libertadora na cura do cego não eram sinais suficientes para aqueles que estavam apegados à Lei. Queiram, talvez, sinais do céus narrados em suas antigas tradições, com grandes manifestações do poder de Deus. Jesus rejeita estes sinais, e chama a atenção para o sinal de Jonas, que com sua pregação converteu os ninivitas. Desta mesma maneira, o próprio Jesus, Filho do Homem, é um sinal por sua pregação. Aludindo à tradição da rainha do Sul que vem ouvir Salomão (1Rs 10,1-10), Jesus se afirma mais sábio do que este. Os sinais de Jesus são as suas palavras que permanecem para sempre, e o seu Espírito de amor derramado sobre os corações, gerando o mundo novo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Como orar...o que pedir

Leitura Orante
Mt 6,7-15


Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos outros, vosso Pai também não perdoará as vossas faltas.

A oração de Jesus

No processo de conversão, à qual somos incitados neste tempo de quaresma, a prática da oração é fundamental. Pela oração estabelecemos uma relação pessoal com Deus. Porém, quando centra-se o mundo em si mesmo, o ato de orar não passa de um monólogo consigo mesmo. Ao se fazer uma revisão de vida, com humildade, diante da experiência da fragilidade própria, a oração é uma luz e um conforto em Deus. E Deus é pai e mãe, Deus é vida. Pela certeza de que quem pede, recebe, a oração se torna fonte de iniciativas e ações pessoais. A oração que Jesus nos ensina é uma oração comunitária, dirigida ao Pai nosso. O centro da oração é a realização da vontade de Deus. A fé viva é aquela que leva a fazer a vontade do Pai, e quem faz a vontade do Pai integra-se na família de Jesus, Filho de Deus. A vontade do Pai é que o Reino dos Céus se realize aqui na Terra. E este Reino é a comunidade de partilha, viva, onde o amor leva ao perdão recíproco e na qual se vive a Paz

segunda-feira, 14 de março de 2011

Agenda para os próximos dias - Fiquem atentos!


A Renovação Carismática Católica (RCC) está realizando o Seminário de Vida no Espírito I (SVE I). Neste próximo sábado (19),  a partir das 13:30 hs, na Escola Paroquial.
 
E neste domingo(20) estará promovendo um almoço beneficiente. Adquira o seu ingresso com os membros da RCC.

Os Ministros Extraordinários da Eucaristia irão realizar um encontro de formação nesta sexta-feira (18). Irão estudar o tema da CF 2011.


O Movimento de Cursilho de Cristandade (MCC) realizará Retiro espiritual, neste domingo dia 20. Com o tema: Fraternidade e a Vida no Planeta. Presença : Pe. Leandro.

Encontro de Liturgia Paroquial

Nesta última sexta-feira (11), o Pe. José Moreira de Nazário, esteve em nossa paróquia para fazer um momento de formação, com os membros das equipes litúrgicas da nossa comunidade, incluindo leitores, ministros extraordinários da Eucaristia, equipes de celebração, e corais. Durante o encontro, o Pe. José Moreira, falou sobre o tempo do Advento, Quaresma e da Páscoa. Logo após, fizemos um trabalho em grupos, para refletirmos textos que falam destes tempos litúrgicos, e como eles devem ser trabalhados nas comunidades. Finalizando, o Pe. Carlos, fez o uso da palavra e a oração final.


 

No final, seremos julgados pelo amor

Leitura Orante
Mt 25,31-46


"Quando o Filho do Homem vier em sua glória...: 'Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me'. Então os justos lhe perguntarão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando foi que te vimos como forasteiro, e te recebemos em casa, sem roupa, e te vestimos?...'. Então o Rei lhes responderá: 'Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!'. Depois, o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: 'Em verdade, vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses mais pequenos, foi a mim que o deixastes de fazer!'. E estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna."

Comunhão com os excluídos é comunhão com Deus


Temos neste texto do evangelho de Mateus uma das páginas mais expressivas no sentido de indicar que a comunhão com os excluídos e oprimidos é a própria comunhão com Jesus e com Deus. Na solidariedade com os excluídos, os famintos, os sedentos, os sem teto, os nus, os doentes e os presos, encontramos com o próprio Jesus, realizando-se, assim, a sua "vinda na glória". A promoção da vida é a comunhão com Jesus em sua vida divina e eterna, em qualquer tempo e em qualquer povo. Desde a sua criação, os homens e as mulheres foram predestinados a participar da vida eterna, através da prática do amor e do serviço, no empenho em que todos tenham vida.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Estar com Jesus é estar em festa


Leitura Orante
Mt 9,14-15


Aproximaram-se de Jesus os discípulos de João e perguntaram: "Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?" Jesus lhes respondeu: "Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão.

O jejum agradável a Deus

Jesus, após o chamado de Mateus, come com ele e com seus amigos, publicanos e excluídos pelo legalismo de Israel. Tal procedimento merece a repreensão dos fariseus, por Jesus estar se juntando aos "pecadores". Nova controvérsia surge agora pelo fato de Jesus e seus discípulos não estarem observando um jejum prescrito. Os fariseus, com muita piedade, jejuavam duas vezes por semana apresentando-se assim como intercessores pelo povo junto a Javé. Era uma forma de ostentar ares de piedade e conquistar louvores e submissão do povo humilde. São aparências que encobrem a hipocrisia, descartadas por Jesus. Estando João Batista na prisão, discípulos seus vão questionar Jesus sobre esta questão do jejum. Este detalhe mostra que o movimento dos discípulos de João Batista regride às observâncias do judaísmo e segue em paralelo com o movimento de Jesus. Descartando a observância legal do jejum, Jesus afirma que, com ele, se vive novos tempos de alegria, felicidade, partilha, como em um banquete nupcial, junto ao noivo. A alusão ao jejum quando "o noivo lhes será tirado" parece ser uma adaptação do evangelista ao retrocesso da retomada da tradicional prática do jejum nas comunidades, após a crucifixão de Jesus. O jejum agradável a Deus é a abstenção do consumo dos bens supérfluos e a partilha com as pessoas mais necessitadas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Desafio de assumir a causa de Jesus


Leitura Orante
Lc 9,22-25


E Jesus explicou: "É necessário o Filho do Homem sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar". Depois, Jesus começou a dizer a todos: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a salvará. Com efeito, de que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se e a arruinar a si mesmo?

Seguir Jesus é renunciar...

Nos evangelhos de Marcos e Mateus, após esta fala de Jesus sobre o sofrimento que o espera em Jerusalém, da parte dos chefes do judaísmo, Pedro, sob a ideologia do messias poderoso, censura Jesus por se dispor a tal. Jesus retribui a censura de Pedro com outra mais contundente: a proposta messiânica que domina Pedro é de satanás, é uma pedra de tropeço, e é fruto de puros interesses humanos. Lucas, em seu evangelho, omite este conflito entre Pedro e Jesus. Jesus insiste em fazer seus discípulos compreenderem que sua missão é libertar os cativos e restaurar a vida dos excluídos, sem restrições de caráter religioso ou racial. Por isto Jesus adverte os discípulos de que, em Jerusalém, sofrerá a repressão dos representantes do poder religioso da Judéia, os anciãos, sumo-sacerdotes e escribas. O poder, quando se sente ameaçado, reage perseguindo e matando aqueles que promovem a libertação dos oprimidos. Neste tempo de quaresma o evangelho nos lembra que seguir Jesus é renunciar aos projetos de sucesso econômico oferecido aos incluídos no sistema neo-liberal e colocar sua vida a serviço dos excluídos, na construção de um mundo novo, fraterno e partilhado.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Campanha da Fraternidade 2011 reflete sobre vida no planeta

 
Cartaz da Campanha da Fraternidade 2011


Conversão, fé, mudança de vida e um planeta no qual vigore o desenvolvimento sustentável e a vida é respeitada como dom em todas as suas manifestações. Todos esses temas estão interligados e é para mostrar estes vínculos estreitos que se dedica a Campanha da Fraternidade (CF) deste ano.

O tema da CF 2011 é "Fraternidade e a Vida no Planeta", com o lema "A criação geme em dores de parto" (Rm 8, 22). Desde 1964, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe anualmente algum tema de relevância para auxiliar a caminhada dos católicos durante os quarenta dias que separam a Quarta-feira de Cinzas da Páscoa – denominado "Quaresma" no calendário litúrgico.

O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, recorda a originalidade da Campanha, que "pretende sempre suscitar debate e se tornou um dos principais instrumentos de conscientização que a Igreja dispõe em nível nacional. É um produto genuinamente brasileiro. Não existe nada similar em outros países. É a nossa maneira concreta de viver a Quaresma", explica.

"A Campanha quer cooperar para que todos os cristãos possam fazer uma caminhada de conversão pessoal e celebrar com grande alegria a Páscoa de Jesus", destaca o secretário-executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias.

A temática ambiental/ecológica é trabalhada em diversos níveis, desde governo até comunidades. No entanto, qual é a diferença que aparece quanto o assunto é tratado no terreno da Igreja? "Fazemos isso a partir de nossa visão de pessoa e da própria Doutrina Social da Igreja (DSI). Nosso diferencial é a finalidade da Quaresma e as reflexões realizadas à luz da fé – nos interessa perceber o que a fé, a Tradição, a Palavra de Deus têm a nos dizer", relata Dom Dimas.

Nesse processo, a conscientização das comunidades é o primeiro passo para a tomada de ações concretas, levando em conta as demandas de cada realidade. "Aí, não podemos deixar uma reflexão de lado: o consumo. Vivemos numa sociedade consumista por excelência. É um sistema que gira dessa forma. E as pessoas vão se tornando cada vez mais homofabers (viver para trabalhar), buscam apenas a perspectiva do conforto, do bem-estar, enfim", lembra padre Dias.

Montagem sobre fotos / Arquivo
( O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Barbosa, e o secretário-executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias )

Tema e história

O lema da CF 2011 é retirado de uma das várias cartas escritas por São Paulo, que possui uma "visão cósmica da salvação", conforme explica o secretário-geral da CNBB.

"Para Paulo, a salvação não é assunto referente apenas às almas, nem somente aos cristãos, é algo que diz respeito à humanidade toda. Mais ainda, a todo o universo. Jesus é o mediador de uma nova e eterna aliança que tem repercussões cósmicas. Nesse sentido, Paulo lembra que a criação inteira ainda aguarda sua plenitude, que realiza-se em Cristo, porque n'Ele todas as coisas foram feitas", salienta o bispo.

Nessa perspectiva, o ser humano precisa assumir seu papel de cocriador na criação, enquanto administrador de tudo o que foi criado por Deus.

"As Campanhas anteriores tiveram um foco bem saliente nos sofredores e pobres, necessitados, e é importante que seja assim. No entanto, o foco agora se alarga para pensar na vida do planeta como tal. Afinal de contas, nem pobres ou ricos sobreviverão se o planeta for destruído", pondera Dom Dimas.

Acerca da noção de desenvolvimento sustentável, o secretário-geral adverte que todos querem desenvolvimento, mas é preciso buscá-lo com responsabilidade. "Muitos países estão pouco interessados com o futuro e investem em processos contra o meio ambiente. Isso é irresponsável, pois o que está em jogo não é a vida da geração de hoje somente, mas das gerações futuras, ameaçadas quando iniciativas públicas não são feitas com responsabilidade".

A preocupação com ecologia é presença de longa data nas CF's. Já em 1979 acontecia a primeira Campanha com viés ecológico, com o tema "Por um mundo mais humano" e o lema "Preserve o que é de todos". Após, houve outras campanhas com a presença do tema ecológico, como "Fraternidade e Água" (2004) e "Fraternidade e Amazônia" (2007), por exemplo.


Escolha

Os temas das Campanhas não são impostos pelo episcopado brasileiro. Pelo contrário, há todo um processo de consulta às comunidades, pastorais e agentes.

"Especialmente nos últimos 20 anos, a Campanha assumiu temas de envergadura social bem ampla, para que a Palavra e a experiência de fé possam iluminar cada situação", sublinha padre Luiz Dias.

Os temas são escolhidos sempre com dois anos de antecedência, para que se possa ter tempo de trabalhar no texto-base e alavancar reflexões, bem como desenvolver outros textos de caráter litúrgico, catequético e outras iniciativas. Da mesma forma, o processo de escolha do hino conta com um processo de escolha com ampla participação popular.

"O processo de escolha é bastante participativo, uma vez que faz as pessoas que estão com 'a mão na massa' se mobilizarem e propor os temas", finaliza Dom Dimas.


Fonte : Leonardo Meira, com colaboração de Nicole Melhado e Gracielle Reis da Redação ( Canção Nova - Notícias )

Que tua esmola fique escondida


Mt 6,1-6.16-18

"Cuidado! não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados... Quando deres esmola, não mandes tocar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas... para serem elogiados pelos outros... Tu, porém, quando deres esmola... que tua esmola fique escondida... Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar nas sinagogas... para serem vistos pelos outros... Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está no escondido. Quando jejuardes, não fiqueis de rosto triste como os hipócritas... Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os outros não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está no escondido. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa.

Conversão

A quaresma, que se inicia hoje, é um tempo privilegiado de conversão. É o tempo de firmarmos cada vez mais nossa opção pelo seguimento de Jesus, abandonando os apelos e seduções do mundo sob controle dos ricos poderosos.
Encontramos a origem da quaresma na tradição sacrifical do Primeiro Testamento, segundo a qual a reconciliação com Deus se faz pelo sofrimento. Contudo, a essência da conversão é a mudança de vida, vivendo o amor com os objetivos fundamentais da fraternidade, da justiça, da solidariedade, a serviço da vida. As piedosas práticas dos chefes de Israel, a esmola, a oração, e o jejum, não iam além de aparências. O jejum e a esmola significam abandonar o consumo do supérfluo e partilhar os bens com os necessitados e carentes. A oração agradável a Deus é aquela que move ao cumprimento da vontade do Pai, que quer vida plena para todos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Horário das Missas: Quarta-feira de Cinzas

A pergunta sobre os impostos



Mc 12,13-17

Depois mandaram que alguns fariseus e alguns membros do partido de Herodes fossem falar com Jesus a fim de conseguirem alguma prova contra ele. Eles chegaram e disseram:
- Mestre, sabemos que o senhor é honesto e não se importa com a opinião dos outros. O senhor não julga pela aparência, mas ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige. Diga: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao Imperador romano? Devemos pagar ou não?
Mas Jesus percebeu a malícia deles e respondeu:
- Por que é que vocês estão procurando uma prova contra mim? Tragam uma moeda para eu ver.
Eles trouxeram, e ele perguntou:
- De quem são o nome e a cara que estão gravados nesta moeda?
Eles responderam:
- São do Imperador.
Então Jesus disse:
- Dêem ao Imperador o que é do Imperador e dêem a Deus o que é de Deus.
E eles ficaram admirados com Jesus.

"Devolvei a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"

Quem mandou estes fariseus e herodianos para espionar e acusar Jesus certamente foram os sacerdotes e anciãos, proprietários de terras, que formavam o Sinédrio, conselho supremo do povo judeu, sediado no Templo de Jerusalém. Com as palavras bajuladoras com que eles se dirigem a Jesus, o evangelista Marcos realça a hipocrisia deles. O imposto de César era exigido dos judeus como sinal de sua submissão ao imperador, que se revestia de divindade. Qualquer pronunciamento categórico de Jesus em relação ao imposto, ou o colocaria contra o poder romano ou o desacreditaria diante do povo. Diante da moeda trazida a ele, Jesus conclui: "Devolvei a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Jesus fala em "devolver" e não "pagar". E também faz a clara distinção: César não é Deus. A César a moeda na sua materialidade, a Deus o seu povo com a sua vitalidade. Seguindo Jesus abandona-se a ambição do dinheiro injusto, dedicando-se ao serviço da libertação e da promoção da vida do povo de Deus.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Os lavradores maus


Mc 12,1-12

Depois Jesus começou a falar por meio de parábolas. Ele disse:
- Certo homem fez uma plantação de uvas e pôs uma cerca em volta dela. Construiu um tanque para pisar as uvas e fazer vinho e construiu uma torre para o vigia. Em seguida, arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores agarraram o empregado, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O dono mandou mais um empregado, mas eles bateram na cabeça dele e o trataram de um modo vergonhoso. E ainda outro foi mandado para lá, mas os lavradores o mataram. E o mesmo aconteceu com muitos mais - uns foram surrados, e outros foram mortos. E agora a única pessoa que o dono da plantação tinha para mandar lá era o seu querido filho. Finalmente ele o mandou, pensando assim: "O meu filho eles vão respeitar." Mas os lavradores disseram uns aos outros: "Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa."
- Então agarraram o filho, e o mataram, e jogaram o corpo para fora da plantação.
Aí Jesus perguntou:
- E agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? Ele virá, matará aqueles homens e entregará a plantação a outros lavradores. Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem?
"A pedra que os construtores rejeitaram
veio a ser a mais importante de todas.
sso foi feito pelo Senhor
e é uma coisa maravilhosa!"
Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora.

A vinha

Aos chefes religiosos do Templo, sacerdotes e proprietários de terras, que o questionavam sobre sua autoridade, Jesus dirige esta parábola, com a imagem de um conflito social entre um latifundiário e os agricultores. É, assim, bem inteligível para aqueles chefes religiosos. Na compreensão da parábola, Deus é o proprietário da vinha. A vinha, conforme a tradição profética, é o povo amado por Deus. Os agricultores violentos são justamente os chefes religiosos, que colocaram o povo a seu serviço, e procuram eliminar quem busca a libertação deste povo. Eles entenderam muito bem que Jesus falava deles. Tendo já a intenção de matá-lo, irritam-se mais ainda e procuram prender Jesus.

domingo, 6 de março de 2011

Um homem sensato


Mt 7,21-27

"Nem todo aquele que me diz: 'Senhor! Senhor!', entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?' Então, eu lhes declararei: 'Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade'. "Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem sensato, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não desabou, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e ela desabou, e grande foi a sua ruína!"

Jesus nos revelou a vontade do Pai

Concluindo o Sermão da Montanha, Jesus fala sobre a necessidade de por em prática tudo que foi ouvido e que é a expressão da vontade do Pai. Deus não quer de seus fieis exuberantes atos de louvor ou espantosos feitos. Existem devoções às ostensivas invocações do nome de Jesus e às espantosas narrativas de expulsões de demônios e de milagres de Jesus. Contudo estas devoções podem dar uma satisfação pessoal que leva à omissão das práticas essenciais que realmente agradam a Deus. Sob a categoria de juízo final, ficam descartados os grandes prodígios (profecias, expulsão de demônios, milagres) prevalecendo apenas o critério de por em prática as palavras de Jesus, que revelam a vontade de Deus. Tal prática supera o antigo cumprimento da Lei, com suas ameaças de maldições (primeira leitura), pois é chegado o tempo da graça (cf. segunda leitura), alcançando-se a comunhão com Deus na prática do novo mandamento do amor, amando como Jesus nos amou. O empenho em fazer a vontade do Pai não acontece como coação por cumprimento de obras da lei, sob ameaças, e obediência a um deus tirano. Este empenho se faz com liberdade de opção e com a alegria de levar o amor humano à sua plenitude, seguindo os caminhos de Jesus. Neste texto de Mateus vemos que a fidelidade a Jesus está na prática da vontade do Pai que está nos céus. É isto que se pede na oração do Pai Nosso. Jesus nos revelou a vontade do Pai na proclamação das bem-aventuranças e na sua vida com seu amor promovendo os pobres e excluídos. Em tudo que Jesus disse e fez, ele estava cumprindo a vontade do Pai. E a vontade do Pai, Deus de amor, é que todos tenham vida em abundância, usufruindo dos bens da criação, eliminando-se as cercas e os muros que protegem as minorias privilegiadas e relegam as maiorias ao empobrecimento e à exclusão. A parábola final sobre a casa construída sobre a rocha, que se contrapõe à casa construída sobre a areia, é expressiva para revelar a importância de por em prática as palavras ouvidas de Jesus. O evangelho de Lucas também a apresenta com pequenas diferenças (cf. 10 set.). Construir a casa significa construir sua própria vida. O homem insensato constrói sua vida seguindo os ditames da sociedade de mercado e consumo, obedecendo aos interesses de lucro dos poderosos desde mundo. O homem sensato constrói sua vida praticando a palavra de Deus. Forma comunidade com seus irmãos, solidariza-se com os pobres, fracos e excluídos, e revela ao mundo o amor misericordioso de Jesus e do Pai. É o empenho na construção do mundo novo possível, descartando as estruturas opressoras e excludentes em vigor, que favorecem as minorias ambiciosas que consomem suas vidas na ânsia de acumular riquezas. Construir sua vida sobre a rocha é buscar a justiça que favorece a vida plena para todos, em comunhão de amor e vida eterna com Jesus e o Pai. As palavras de Jesus nos orientam para a formação de comunidades consolidadas pela união no amor, em ambiente de paz e abertas para a comunhão com todos aqueles que se empenham no resgate da dignidade e da vida no mundo.

sábado, 5 de março de 2011

De onde vem a autoridade de Jesus


Leitura Orante
Mc 11,27-33

Depois voltaram para Jerusalém. Quando Jesus estava andando pelo pátio do Templo, chegaram perto dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes dos judeus que estavam ali e perguntaram:
- Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu autoridade para fazer isso?
Jesus respondeu:
- Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas. Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?
Aí eles começaram a dizer uns aos outros:
- Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: "Então por que vocês não creram em João?" Mas, se dissermos que foram pessoas, ai de nós!
Eles estavam com medo do povo, pois todos achavam que, de fato, João era profeta. Por isso responderam:
- Não sabemos.
- Então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas! - disse Jesus.

Conflitos das elites religiosas

Uma das características dos evangelhos é registrar os diversos conflitos provocados pelas elites religiosas de Israel contra Jesus por causa de sua solidariedade e promoção dos marginalizados e oprimidos por estas elites. Jesus volta ao Templo de Jerusalém depois de, no dia anterior, ter expulsado aqueles que ali comerciavam. Esta ação de Jesus provocou a ira dos chefes do Templo, os quais eram coniventes com este comércio. Jesus está presente entre a multidão de peregrinos que vêm de longe, não como um devoto entre os demais, mas para anunciar-lhes o Reino de Deus, diferenciado do culto interesseiro praticado naquele templo. Reconhecer a origem divina do batismo de João implica em reconhecer o caráter divino de Jesus, do qual João foi precursor. Diante da negativa dos dirigentes judeus em lhe responder, Jesus também não lhes responde diretamente. Contudo, a seguir, lhes dirigirá a "parábola dos vinhateiros homicidas"