sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mensagem de Ano Novo


Queridos amigos,

Neste ano de 2010 pudemos nos comunicar por este espaço maravilhoso que Deus nos concedeu... Obrigado por ter estado conosco durante todo este ano que agora se finda. A você desejamos um 2011 repleto de realizações e que juntos possamos realizar todos os projetos que Deus tem para cada um de nós!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mensagem do Pe. Mathias aos paroquianos

Segue a carta enviada pelo Pe. Mathias ao Pe. Carlos e paroquianos:
 

Querido Pe. Carlos,
 

Natal está para chegar. Já mandei uma carta mas quero mandar assim mesmo um e-mail para o Senhor com umas foto's do clima da nossa festa de Natal aqui em Holanda. Tudo branquinho!! Neve por todo lado. Bonito para ver. Então a festa de natal aqui é mais dentro da casa. Somente para as crianças é a festa brincar na neve!!
Mas tentamos para fazer o Natal espiritualmente também. E quero desejar para o Senhor um natal muito feliz. Com a graça do Menino Jesus. Aquele que vem para trazer a paz no mundo mas mais ainda no coração de cada um. Espero que esta paz encha sempre mais o coração e a vida do Senhor cade dia do novo ano. Um feliz e abençoado 2011. Com muita saúde e sucesso em todo seu trabalho tão importante na grande e boa paróquia de Anicuns. Em redor do presepio estamos sempre mais unidos.
Mas antes de mandar estas poucas palavras, quero mais uma vez agradecer por tudo que o Senhor fez por mim durante muitos anos. E ainda tambem durante o tempo que estou aqui em Holanda.  Espero e peço a Deus que no novo ano podemos ter sempre contato. E se Deus quiser vamo-nos encontrar de verdade durante o novo ano 2011. Uma alegria grande para mim. Eu sonho com esta visita!!
Mais uma vez BOAS FESTAS E MUITA FELICIDADE para o Senhor e toda a comunidade.
Teu amigo que nunca te esquece:                                                            
Pe. Matthias c.p.

 

Confraternização dos Catequistas - 2010


     “Graças nós damos ao misericordioso coração do nosso Deus, Ele é o sol que nasce do alto e que nos visitou, para guiar nossos passos no caminho da paz.” Lc 1,78-79
       No clima de bastante alegria e entusiasmo aconteceu o momento de confraternização entre o nosso grupo de catequistas. Tivemos a Santa Missa e logo em seguida músicas, danças, brincadeiras, brindes e um delicioso churrasco.
      Partilhamos a alegria de mais um ano de trabalho e renovamos o nosso compromisso de continuar servindo a comunidade, através da catequese. Damos graças a Deus por tantos que nos apóiam, nos incentivam e nos sustentam na oração: Nossas comunidades, nossos Padres, bispo, coordenadores, formadores e familiares. A todos o nosso Deus lhe pague!


Concerteza esse momento sempre será lembrado por todos nós catequistas. Foi uma confraternização muito agradável, onde nos divertimos muito, celebrando essa belíssima vocação de anunciar a Cristo. Espero que em 2011 possamos continuar nossa missão de uma forma bem ardorosa !!! ( Anderson Gomes)


 



 


    

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

IV Conjoca ( Congresso de Jovens Católicos )

Inspirados pela palavra que está no Evangelho de (Lc 1,46), os jovens das comunidades de Anicuns, Choupana, Capelinha da Conceição, Gavião e Choupaninha realizaram o IV Congresso de Jovens Católicos ( CONJOCA ), no último dia 22 de dezembro . O evento aconteceu no Distrito de Choupana e contou com a participação de cerca de 180 jovens.
O Congresso iniciou-se com a Santa Missa presidida pelo nosso pároco Padre Carlinhos , e logo depois houve um momento de animação e a gincana Bíblica Evangelizadora no salão comunitário. Encerrando foram sorteados vários brindes e foi servido um delicioso jantar.
Parabéns a todos que participaram deste Congresso!
 
" Foi bom d+ !!! Estava maravilhoso, posso dizer que aprendi com este momento . Espero que continue acontecendo encontros como esse. Foi uma noite inesquecível! " - Taynan ( Anicuns )
 
"Esse IV CONJOCA foi ótimo, é muito bom ver pessoas reunidas por um mesmo ideal: alcançar corações para DEUS" - Brunna ( Choupana )

" Foi uma verdadeira bênção, pra mim foi uma imensa alegria estar participando! " - Raianne ( Capelinha da Conceição )


 

sábado, 25 de dezembro de 2010

O nascimento de Jesus Cristo

Uma grande alegria: nasceu o Salvador





Leitura Orante
Lc 2,1-14


Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população. Quando foi feito esse primeiro recenseamento, Cirênio era governador da Síria. Então todos foram se registrar, cada um na sua própria cidade.
Por isso José foi de Nazaré, na Galiléia, para a região da Judéia, a uma cidade chamada Belém, onde tinha nascido o rei Davi. José foi registrar-se lá porque era descendente de Davi. Levou consigo Maria, com quem tinha casamento contratado. Ela estava grávida, e aconteceu que, enquanto se achavam em Belém, chegou o tempo de a criança nascer. Então Maria deu à luz o seu primeiro filho. Enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na pensão.
Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas. Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa do Senhor brilhou por cima dos pastores. Eles ficaram com muito medo, mas o anjo disse:
- Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês - o Messias, o Senhor! Esta será a prova: vocês encontrarão uma criancinha enrolada em panos e deitada numa manjedoura.
No mesmo instante apareceu junto com o anjo uma multidão de outros anjos, como se fosse um exército celestial. Eles cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo:
- Glória a Deus nas maiores alturas do céu!
E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!


A encarnação do Filho de Deus

Esta narrativa é característica de Lucas, que realça as condições de pobreza do nascimento de Jesus. Mateus narra este nascimento em apenas meio versículo (Mateus 2,1a), e em Marcos e João não é mencionado. Após o nascimento, enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente, com presentes, Lucas prioriza os pobres, narrando
a visita dos humildes pastores que estavam na vigília dos rebanhos. A encarnação do Filho de Deus é a revelação de que a humanidade, criada por Deus, é por ele assumida na sua própria vida divina e eterna. "Com o nascimento de Jesus estabeleceu-se uma comunhão indissolúvel entre a divindade e a humanidade."

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O louvor no cântico de Zacarias


Leitura Orante
Lc 1,67-79


Zacarias, o pai de João, cheio do Espírito Santo, começou a profetizar. Ele disse:
- Louvemos o Senhor, o Deus de Israel, pois ele veio ajudar o seu povo e lhe dar a liberdade.
Enviou para nós um poderoso Salvador, aquele que é descendente do seu servo Davi.
Faz muito tempo que Deus disse isso por meio dos seus santos profetas.
Ele prometeu nos salvar dos nossos inimigos e nos livrar do poder de todos os que nos odeiam.
Disse que ia mostrar a sua bondade aos nossos antepassados e lembrar da sua santa aliança.
Ele fez um juramento ao nosso antepassado Abraão;
prometeu que nos livraria dos nossos inimigos e que ia nos deixar servi-lo sem medo, para que sejamos somente dele
e façamos o que ele quer em todos os dias da nossa vida.
E você, menino, será chamado de profeta do Deus Altíssimo e irá adiante do Senhor a fim de preparar o caminho para ele.
Você anunciará ao povo de Deus a salvação que virá por meio do perdão dos pecados deles.
Pois o nosso Deus é misericordioso e bondoso.
Ele fará brilhar sobre nós a sua luz e do céu iluminará todos os que vivem na escuridão da sombra da morte,
para guiar os nossos passos no caminho da paz.


João é o profeta

O cântico de Zacarias, como o de Maria, é próprio de Lucas, o qual faz para as suas comunidades a interpretação teológica da encarnação. Zacarias, sacerdote idoso no Templo, exercendo suas funções, é incapaz de compreender
a novidade do anúncio do anjo. Fica mudo. É a incapacidade do Judaísmo de abrir-se à mudança. Agora, em sua casa,
diante do filho recém-nascido que é vida nova, recupera a fala e profetisa. Após proclamar o cumprimento da promessa de Deus em enviar um salvador, retoma as palavras do anjo, reconhecendo em seu filho, João Batista, "um
profeta do altíssimo". João é o profeta que dá a conhecer ao povo a libertação dos pecados, e prepara o caminho do Senhor Jesus, que é luz, amor, vida e paz.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Presépio da Igreja Matriz 2010

Abaixo estão as fotos do nosso presépio deste ano!



 

Escola Bíblica


         Com um clima de bastante alegria e entusiasmo nosso grupo de escola bíblica se reuniu  em mais um encontro nesta quarta-feira (22/12). Encerramos o nosso semestre concluindo o evangelho de Marcos.
         Saímos convencidos de que os desafios pessoais e eclesiais que enfrentamos é para o amadurecimento da nossa fé.
        Queremos ser discípulos cada vez mais comprometidos com o nosso mestre, que nos convida a assumir nossa cruz e a  segui-lo.
        É visível e bastante expressivo  a renovação do grupo a partir dos encontros que fizemos!
       Agradecemos a Deus a oportunidade desta formação e também aos nossos formadores, especialmente a D Carmelo pela implantação da escola bíblica e ao Pe Dionivaldo pelas belas e profundas reflexões dos textos bíblicos.
     Nosso retorno  será em fevereiro de 2011.
Um Feliz Natal a todos!


 

O nascimento de João


Leitura Orante

Lc 1,57-66


Chegou o tempo de Isabel ter a criança, e ela deu à luz um menino. Os vizinhos e parentes ouviram falar da grande bondade do Senhor para com Isabel, e todos ficaram alegres com ela. Quando o menino estava com oito dias, vieram circuncidá-lo e queriam lhe dar o nome do pai, isto é, Zacarias. Mas a sua mãe disse:
- Não. O nome dele vai ser João.
Então disseram:
- Mas você não tem nenhum parente com esse nome!
Aí fizeram sinais ao pai, perguntando que nome ele queria pôr no menino. Zacarias pediu uma tabuinha de escrever e escreveu: "O nome dele é João." E todos ficaram muito admirados. Nesse momento Zacarias pôde falar novamente e começou a louvar a Deus. Os vizinhos ficaram com muito medo, e as notícias dessas coisas se espalharam por toda a região montanhosa da Judéia. Todos os que ouviam essas coisas e pensavam nelas perguntavam:
- O que será que esse menino vai ser?
Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele.

João abre os horizontes para a missão
Lucas apresenta, de maneira original, o nascimento de João Batista em paralelo com o nascimento de Jesus para mostrar a íntima relação entre seus ministérios e anúncios. Com o nascimento de João Batista, temos uma nova etapa na realização do projeto libertador e vivificante de Deus, já iniciado com as concepções de Isabel e Maria. A concepção de Isabel, em idade tardia, o nome comum "João" atribuído ao menino, sem semelhantes entre os parentes, ferindo a tradição sacerdotal, apontavam para uma vocação profética extraordinária do menino. Longe do Templo, nos desertos, João viverá, fortalecido pelo Espírito. João abre os horizontes para a missão universal de Jesus, sem fronteiras nacionalistas ou raciais. Jesus, em seu ministério, consagra o anúncio do Reino de justiça e de perdão inaugurado por João.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

IV Conjoca ( Congresso de Jovens Católicos ) - Hoje.....


Vá até a Secretaria Paroquial , e adquira a sua passagem sem nenhum custo! A passagem será paga com o seu DÍZIMO!

Encontro - CPP


No dia 21 de dezembro foi realizado um encontro com os membros do CPP, juntamente com o Pe Carlinhos. Foi um momento bastante rico, onde pudemos avaliar melhor nossa caminhada eclesial e buscar um plano comum de ações para podermos trabalhar as prioridades diocesanas: Família, juventude, vocação, sobriedade, catequese e escola bíblica. Sentimos nos grupos e pastorais uma força vital, que mesmo diante dos desafios não retrocedeu na evangelização e quer continuar contribuindo para a missão evangelizadora da igreja.
A todos desejamos um Feliz Natal e um 2011 cheio de realizações em Deus!

 

 


CF 2011

Com o Tema: “Fraternidade e a vida no planeta” e o lema “A criação geme como em dores de parto”, a Campanha da Fraternidade de 2011, reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos.
        O objetivo da campanha é de contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participarem dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.
       A Campanha da Fraternidade terá início na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março de 2011, e se estende por toda a Quaresma.
        Nos dias 18 e 19 pp. As lideranças das comunidades eclesiais se reuniram num encontro diocesano, em São Luis, para estudar os materiais da CF preparando-se assim  para a realização da Campanha na Quaresma. Esteve conosco, o assessor da CNBB, Pe Ari Antonio dos Reis, que muito contribui para a compreensão da dinâmica da CF 2011.
      No encontro decidimos algumas equipes de trabalho para dinamizar a campanha nas 5 regiões pastorais da nossa diocese.
A todas as paróquias nós desejamos uma excelente campanha e vamos cuidar da nossa casa que é o Planeta.
Lúcia Roque – Pela equipe de Animação da CF


 

     

O Cântico de Maria


Leitura Orante
Lc 1,46-56


Então Maria disse:
- A minha alma anuncia a grandeza do Senhor.
O meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu Salvador.
Pois ele lembrou de mim, sua humilde serva!
De agora em diante todos vão me chamar de mulher abençoada, porque o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim.
O seu nome é santo, e ele mostra a sua bondade a todos os que o temem em todas as gerações.
Deus levanta a sua mão poderosa e derrota os orgulhosos com todos os planos deles.
Derruba dos seus tronos reis poderosos e põe os humildes em altas posições.
Dá fartura aos que têm fome e manda os ricos embora com as mãos vazias.
Ele cumpriu as promessas que fez aos nossos antepassados e ajudou o povo de Israel, seu servo.
Lembrou de mostrar a sua bondade a Abraão e a todos os seus descendentes, para sempre.
Maria ficou mais ou menos três meses com Isabel e depois voltou para casa.


Maria canta o louvor de Deus

Maria entoa um cântico de louvor a Deus pela obra da encarnação, após a proclamação de Isabel exaltando-a como bendita entre as mulheres e também bendito o fruto de seu ventre, Jesus. Em seu cântico, Maria reconhece ser bem-aventurada pela sua escolha, por Deus, para ser a mãe do Salvador. Completa seu cântico anunciando o projeto salvífico de Deus: derrubar os poderosos e exaltar os humildes, encher de bens os famintos e mandar embora os ricos, de mãos vazias. Está em andamento a subversão dos falsos valores da sociedade tradicional, excludente e elitista, que tem como meta a riqueza e o poder. Desponta o mundo novo possível, onde vigoram os relacionamentos com laços de amizade e fraternidade, no amor, na solidariedade, na partilha e na paz, com vida plena para todos.
A devoção a Maria orienta-nos para a esperança deste mundo novo, movendo-nos ao compromisso e ao empenho em sua construção.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Renovação de Compromisso Matrimonial


Nesta manhã de terça-feira ( 21-12 ), o Pe. Carlos celebrando a Santa Missa, renovou o compromisso matrimonial de Hélio e Marilene que completaram 25 anos de matrimônio. Foi um momento belíssimo e de muita alegria para o casal, para a família e toda a comunidade que estava presente! Que Deus continue sempre abençoando a vida desse casal, fazendo com que o amor entre eles seja cada vez maior.

 

 


O encontro das duas mães


Leitura Orante
Lc 1,39-45


Alguns dias depois, Maria se aprontou e foi depressa para uma cidade que ficava na região montanhosa da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se mexeu na barriga dela. Então, cheia do poder do Espírito Santo, Isabel disse bem alto:
- Você é a mais abençoada de todas as mulheres, e a criança que você vai ter é abençoada também! Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?! Quando ouvi você me cumprimentar, a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga. Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse.


Maria visita Isabel


Há um consenso em que, nos Evangelhos, a insistente apresentação de João Batista como subordinado a Jesus é uma elaboração teológica dos evangelistas. Na realidade João Batista deflagrou um forte movimento renovador em confronto com a religião do Judaísmo de seu tempo. Jesus aderiu a este movimento e deu-lhe um novo impulso, com a característica transformadora do Espírito Santo que o habitava. Maria, advertida pelo anjo sobre a gestação de Isabel em seu sexto mês, sai para servi-la. Ao saudar Isabel, tanto esta, inspirada pelo Espírito Santo, como o menino que pula de alegria no seu ventre confirmam a presença de Jesus no ventre de Maria. Isabel, então, transborda em um hino de exaltação, proclamando Maria bem-aventurada por ter crido. Lucas é o único evangelista a destacar o ventre feminino como fonte de vida, e o faz por sete vezes. E fica realçada a grandiosidade deste ventre feminino quando se trata da geração da própria vida divina. É a sublime realidade da encarnação, da presença do Deus eterno entre nós, comunicando-nos sua própria vida!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Maria diz "sim"




Leitura Orante
Lc 1,26-38


Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria. O anjo veio e disse:
- Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada. O Senhor está com você.
Porém Maria, quando ouviu o que o anjo disse, ficou sem saber o que pensar. E, admirada, ficou pensando no que ele queria dizer. Então o anjo continuou:
- Não tenha medo, Maria! Deus está contente com você. Você ficará grávida, dará à luz um filho e porá nele o nome de Jesus. Ele será um grande homem e será chamado de Filho do Deus Altíssimo. Deus, o Senhor, vai fazê-lo rei, como foi o antepassado dele, o rei Davi. Ele será para sempre rei dos descendentes de Jacó, e o Reino dele nunca se acabará.
Então Maria disse para o anjo:
- Isso não é possível, pois eu sou virgem!
O anjo respondeu:
- O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus. Fique sabendo que a sua parenta Isabel está grávida, mesmo sendo tão idosa. Diziam que ela não podia ter filhos, no entanto agora ela já está no sexto mês de gravidez. Porque para Deus nada é impossível.
Maria respondeu:
- Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!
E o anjo foi embora.

O projeto de Deus


Na efetivação de seu projeto de renovação da criação, Deus envolve Maria. Trata-se de uma mulher, bem jovem, pobre, de uma cidade da periferia da Galileia gentílica. O projeto de Deus comporta uma subversão dos valores tradicionais. O que se valoriza é o dinheiro, o status social, o poder. O projeto renovador de Deus, na encarnação de Jesus, tem como fundamento a bem-aventurança do desapego da riqueza e a prática da misericórdia, da fraternidade, do serviço, da justiça e da construção da paz. Este é o perfil de Maria, escolhida por Deus para ser mãe de seu Filho.

sábado, 18 de dezembro de 2010

O nascimento de Jesus Cristo

Leitura Orante
Mt 1,18-24


O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo. José, com quem Maria ia casar, era um homem que sempre fazia o que era direito. Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber. Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor apareceu a ele num sonho e disse:
- José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois ela está grávida pelo Espírito Santo. Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta:
"A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel." (Emanuel quer dizer "Deus está conosco".)
Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor havia mandado e casou com Maria. Porém não teve relações com ela até que a criança nasceu. E José pôs no menino o nome de Jesus.

José acolhe Maria

Temos aqui uma narrativa teológica de Mateus, para inserir Jesus na genealogia davídica e harmonizar a concepção virginal de Maria com a acolhida de José. Causa estranheza que, só depois de José sofrer profundamente ao perceber, progressivamente, a gravidez da mulher amada, é que o anjo é enviado a ele dissipando a terrível dúvida acumulada. Na narrativa teológica, José, apresentado como inserido na genealogia davídica, representa o antigo Judaísmo. De Maria, que está fora desta genealogia, nascerá Jesus. Maria representa a novidade de Jesus nas comunidades cristãs. Porém o novo que se manifesta em Maria escapa à compreensão de José. Advertido pelo anjo, ele acolhe Maria. A mensagem é que os judeus devem aceitar as novas comunidades cristãs, vendo nelas a obra de Deus.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Genealogia de Jesus

Leitura Orante
Mt 1,1-17


Esta é a lista dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi, que era descendente de Abraão.
Abraão foi pai de Isaque, Isaque foi pai de Jacó, e Jacó foi pai de Judá e dos seus irmãos. Judá foi pai de Peres e de Zera, e a mãe deles foi Tamar. Peres foi pai de Esrom, que foi pai de Arão. Arão foi pai de Aminadabe, que foi pai de Nasom, que foi pai de Salmom. Salmom foi pai de Boaz, e a mãe de Boaz foi Raabe. Boaz foi pai de Obede, e a mãe de Obede foi Rute. Obede foi pai de Jessé, que foi pai do rei Davi.
Davi e a mulher que tinha sido esposa de Urias foram os pais de Salomão. Salomão foi pai de Roboão, que foi pai de Abias, que foi pai de Asa. Asa foi pai de Josafá, que foi pai de Jorão, que foi pai de Uzias. Uzias foi pai de Jotão, que foi pai de Acaz, que foi pai de Ezequias. Ezequias foi pai de Manassés, que foi pai de Amom, que foi pai de Josias. Josias foi pai de Jeconias e dos seus irmãos, no tempo em que os israelitas foram levados como prisioneiros para a Babilônia.
Depois que o povo foi levado para a Babilônia, Jeconias foi pai de Salatiel, que foi pai de Zorobabel. Zorobabel foi pai de Abiúde, que foi pai de Eliaquim, que foi pai de Azor. Azor foi pai de Sadoque, que foi pai de Aquim, que foi pai de Eliúde. Eliúde foi pai de Eleazar, que foi pai de Matã, que foi pai de Jacó. Jacó foi pai de José, marido de Maria, e ela foi a mãe de Jesus, chamado Messias.
Assim, houve catorze gerações desde Abraão até Davi, e catorze, desde Davi até que os israelitas foram levados para a Babilônia. Daí até o nascimento do Messias, também houve catorze gerações.

José na genealogia de Jesus

O Primeiro Testamento converge para dois temas ideológicos principais: a afirmação de um ramo da descendência de Abraão como povo divinamente eleito, e a preeminência de Davi como piedoso e poderoso rei modelar. O Judaísmo, surgido entre as elites exiladas na Babilônia e consolidado no retorno do exílio, recorre às elaborações genealógicas para afirmar-se como abraâmico e davídico. As genealogias foram utilizadas também para reivindicar pertença a estirpes sacerdotais originárias de Aarão e para identificar vocações messiânicas. Mateus, dirigindo-se a omunidades de cristãos convertidos do Judaísmo, insiste em vincular Jesus às suas antigas tradições, para convencer-lhes de que, nele, se realizavam suas expectativas messiânicas. Com esta intenção Mateus inicia seu Evangelho com uma genealogia, em três blocos de sucessão: de Abraão a Davi, de Davi ao exílio, do exílio a José, "esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado o Cristo". Contudo, fica em aberto um espaço para a novidade: o menino que nasceu não é fruto de José, mas do Espírito Santo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Jesus fala de João

Leitura Orante
Lc 7,24-30


Quando os discípulos de João foram embora, Jesus começou a dizer ao povo o seguinte a respeito de João:
- O que vocês foram ver no deserto? Um caniço sacudido pelo vento? O que foram ver? Um homem bem vestido? Ora, os que se vestem bem e vivem no luxo moram nos palácios! Então me digam: o que foram ver? Um profeta? Sim. E eu afirmo que vocês viram muito mais do que um profeta. Porque João é aquele a respeito de quem as Escrituras Sagradas dizem: "Aqui está o meu mensageiro, disse Deus. Eu o enviarei adiante de você para preparar o seu caminho."
- Eu digo a vocês que de todos os homens que já nasceram João é o maior. Porém quem é o menor no Reino de Deus é maior do que ele.
Os cobradores de impostos e todo o povo ouviram isso. Eles eram aqueles que haviam obedecido às ordens justas de Deus e tinham sido batizados por João. Mas os fariseus e os mestres da Lei não quiseram ser batizados por João e assim rejeitaram o plano de Deus para eles.

O amor e a misericórdia como o caminho para o Reino de Deus

Jesus dá, diante das multidões, um incontestável testemunho da autenticidade de João Batista. Jesus se fizera discípulo de João, recebendo e assumindo seu batismo, e os primeiros discípulos do próprio Jesus foram escolhidos dentre os discípulos de João Batista. O batismo de João, no plano de Deus, significa a porta para o batismo de Jesus no Espírito Santo. João, a partir de seu rito do batismo, conclama seus discípulos à conversão assumindo a prática da justiça que vence o pecado, diante da iminência escatológica do Reino de Deus. O Verbo que se faz carne significa que, em Jesus, todos os valores humanos são assumidos pela encarnação. Assim, o próprio Jesus assume o batismo de João e o anúncio do Reino, revelando a justiça, o amor e a misericórdia como o caminho para o Reino
de Deus já presente neste mundo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Só o Senhor nos conduz para o caminho da vida plena

 

Leitura: Isaías (Is 45, 6-8.18.21-25)

6“Eu sou o Senhor, não há outro, 7eu formei a luz e criei as trevas, crio o bem-estar e as condições de mal-estar: sou o Senhor que faço todas estas coisas. 8Céus, deixai cair orvalho das alturas, e que as nuvens façam chover justiça; abra-se a terra e germine a salvação; brote igualmente a justiça: eu, o Senhor, a criei”. 18Isto diz o Senhor que criou os céus, o próprio Deus que fez a terra, a conformou e consolidou; não a criou para ficar vazia, formou-a para ser habitada: “Sou eu o Senhor, e não há outro. 21Acaso não sou eu o Senhor? E não há deus além de mim. Não há um Deus justo, e que salve, a não ser eu. 22Povos de todos os confins da terra, voltai-vos para mim e sereis salvos, eu sou Deus e não há outro. 23Juro por mim mesmo: de minha boca sai o que é justo, a palavra que não volta atrás; todo joelho há de dobrar-se para mim, por mim há de jurar toda língua, 24dizendo: somente no Senhor residem justiça e força”. Comparecerão perante ele, envergonhados, todos os que lhe resistem; 25no Senhor será justificada e glorificada toda a descendência de Israel. Palavra do Senhor!

Céus, deixai cair orvalho das alturas

A fé no único Deus é o fundamento da verdadeira “religião”, porque quem a aceita orienta em certo sentido suas relações com ele. Cristo nos revela que estas relações são como as que existem entre pai e filho, porquanto Deus é pai. Este Deus continua sua obra no mundo através dos homens; entra no seu plano que os homens tornem sempre mais belo e mais habitável o mundo que ele criou. É uma verificação que nos leva a mais habitável o mundo que ele criou. É uma verificação que nos leva a um sentido de humildade. O cristão não tem o monopólio da obra de Deus. O cristão deve saber ver no mundo o dedo de Deus em atividade, através daqueles que, conscientemente ou não, colaboram com ele. Deus serviu-se de Ciro, rei pagão, para restituir a seu povo a liberdade. A educação cristã leva “a relevar e respeitar tudo o que há de bom na humanidade, mormente no seio das grandes religiões”.

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Quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Terceira Semana do Advento - 3ª do Saltério, Livro I, Cor Litúrgica Roxa
Hoje: Dia do Jornaleiro

Santos: Geraldo Braga, Cristina da Geórgia (apóstola leiga), Estêvão de Suroz (bispo), Faustino, Lúcio, Cândido, Celiano e Companheiros (mártires), Folcuíno de Thérouanne (bispo), Irineu, Antônio, Teodoro, Saturnino, Vítor e Companheiros (mártires), Júlia d’Arezzo (monja camaldulense), Maria Crucifixa da Rosa (virgem), Maximino de Micy (abade), Sílvia de Brescia (virgem), Urbício de Huesca (eremita), Valeriano de Abbenza (bispo), Boaventura de Pistóia (presbítero, bem-aventurado), Marino de Cava dei Tirreni (abade, bem-aventurado).

Antífona: O Senhor vai chegar, não tardará: h´de iluminar o que as trevas ocultam e se manifestará a todos os povos. (Hab 2, 3; 1Cor 4, 5)

 Oração: Concedei-nos, ó Deus onipotente, que as próximas festas do vosso Filho nos sejam remédio nesta vida e prêmio na vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Coerência entre o dizer e o agir

Leitura Orante
Mt 21,28-32


Jesus continuou:
- E o que é que vocês acham disto? Certo homem tinha dois filhos. Ele foi falar com o mais velho e disse: "Filho, hoje você vai trabalhar na minha plantação de uvas."
- Ele respondeu: "Eu não quero ir." Mas depois mudou de idéia e foi.
- O pai foi e deu ao outro filho a mesma ordem. E este disse: "Sim, senhor." Mas depois não foi.
- Qual deles fez o que o pai queria? - perguntou Jesus.
E eles responderam:
- O filho mais velho.
Então Jesus disse a eles:
- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: os cobradores de impostos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus antes de vocês. Pois João Batista veio para mostrar a vocês o caminho certo, e vocês não creram nele; mas os cobradores de impostos e as prostitutas creram. Porém, mesmo tendo visto isso, vocês não se arrependeram e não creram nele.

A vontade de Deus é a prática da justiça e do amor

Jesus, tendo sido questionado pelas autoridades do Templo (cf. 13 dez.), passa à ofensiva e lhes propõe uma parábola simples, sem grandes ações. Um dos filhos, na parábola, de início rejeitou o pedido do pai para ir trabalhar na vinha, porém depois fez conforme o pai pedira. O outro filho concordou logo, mas, efetivamente, não o fez. Agora é Jesus quem pergunta aos dirigentes judeus: "Qual dos dois fez a vontade do pai?". Diante da resposta daquelas autoridades, Jesus volta a colocar em evidência o testemunho de João Batista: os chefes judeus não fizeram a vontade do Pai ao rejeitarem o caminho da justiça anunciado por João. Porém os excluídos, publicanos e prostitutas fizeram a vontade do Pai quando creram e aderiram a João. A vontade de Deus é a prática atual da justiça e do amor, independentemente do passado ou de pretensos direitos religiosos adquiridos, reivindicados por aquelas autoridades do Templo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aparecida - O milagre (trailer oficial)

A maior pobreza é não reconhecer a presença do mistério de Deus

Leitura Orante
Mt 21,23-27


Jesus chegou ao Templo, e, quando já estava ensinando, alguns chefes dos sacerdotes e alguns líderes judeus chegaram perto dele e perguntaram:
- Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu essa autoridade?
Jesus respondeu:
- Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas. Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?
Aí eles começaram a dizer uns aos outros:
- Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: "Então por que vocês não creram em João?" Mas, se dissermos que foram pessoas, temos medo do que o povo pode fazer, pois todos acham que João era profeta.
Por isso responderam:
- Não sabemos.
- Então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas! - disse Jesus.

Reino de amor

Tendo chegado a Jerusalém, a primeira ação de Jesus foi expulsar aqueles que comerciavam no Templo, o que irritou os sacerdotes e escribas que tinham participação neste comércio. Depois de seu gesto de denúncia, Jesus volta ao Templo, ensinando ao povo sobre o seu Reino de amor. Então os sacerdotes e anciãos, autoridades máximas do Judaísmo, vêm interpelar Jesus, como que instaurando um processo de denúncia contra ele. Com habilidade e não se deixando intimidar pelas autoridades que o questionam, Jesus lhes devolve nova pergunta evocando João Batista e, diante da resposta negativa deles, se exime de responder, também. Assim vai se aguçando o clima de conflito que terminará com a crucifixão de Jesus. Neste diálogo, reproduzido por Mateus, podem ser realçados dois aspectos. Primeiro, a confirmação de Jesus sobre o caráter divino do batismo de João. Em segundo lugar, fica em evidência o grande prestígio de que João Batista gozava entre o povo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Jesus revela abertamente sua identidade

Leitura Orante
Mt 11,2-11


João Batista estava na cadeia e, quando ouviu falar do que Cristo fazia, mandou que alguns dos seus discípulos fossem perguntar a ele:
- O senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?
Jesus respondeu:
- Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo. Digam a ele que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem o evangelho. E felizes são aqueles que não abandonam a sua fé em mim!
Quando os discípulos de João foram embora, Jesus começou a dizer ao povo o seguinte a respeito de João:
- O que vocês foram ver no deserto? Um caniço sacudido pelo vento? O que foram ver? Um homem bem vestido? Ora, os que se vestem bem moram nos palácios! Então me digam: o que esperavam ver? Um profeta? Sim. E eu afirmo que vocês viram muito mais do que um profeta. Porque João é aquele a respeito de quem as Escrituras Sagradas dizem: "Aqui está o meu mensageiro, disse Deus. Eu o enviarei adiante de você para preparar o seu caminho." Eu afirmo a vocês que isto é verdade: de todos os homens que já nasceram, João Batista é o maior. Porém quem é menor no Reino do Céu é maior do que ele.

Nas comunidades do Reino vive-se o serviço humilde

João anunciara o juízo iminente de Deus sobre os homens. Agora, preso, ouvindo falar das obras de Jesus, estranha que não tenha havido julgamentos e castigos. Envia alguns discípulos para perguntar a Jesus se era ele que faria este juízo, ou devia-se esperar outro. Jesus, em resposta, explicita suas obras: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova. Estas obras são sinais da chegada de tempos novos, em uma perspectiva messiânica que, por outro lado, de modo nacionalista, anunciava a vingança de Deus (primeira leitura). Além dos sinais da vida que é restaurada, há o sinal maior do anúncio da Boa-Nova libertadora dos pobres. A ação libertadora de Jesus provoca escândalo naqueles que estão sob o jugo da ideologia opressora do Templo. É feita, então, a proclamação da bem-aventurança daqueles que não se escandalizarem. A resposta de Jesus visa abrir os olhos dos discípulos para entenderem sua missão de amor e libertação. Jesus exalta a autenticidade de João. Não é um oportunista (caniço ao vento) nem um acomodado ao sistema (roupas finas), mas um profeta que anuncia a justiça e denuncia os opressores prepotentes. João é o mensageiro que, com seu anúncio, prepara o caminho de Jesus. Dentre os profetas do Primeiro Testamento, ele é o maior. Contudo o menor no Reino dos Céus é maior do que João Batista. A afirmação não significa uma competição, mas sim a novidade do Reino em relação aos tempos antigos. Nas comunidades do Reino vive-se o serviço humilde, a valorização de cada membro com seu carisma próprio, a fraternidade sem rivalidade e a partilha amorosa, no anúncio destemido do Reino.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Identidade de Jesus e João Batista

Leitura Orante
Mt 17,10-13


Então os discípulos perguntaram:
- Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?
Ele respondeu:
- É verdade que Elias vem para preparar tudo; porém eu afirmo a vocês que Elias já veio, e não o reconheceram, mas o maltrataram como quiseram. Assim também maltratarão o Filho do Homem.
Então os discípulos entenderam que Jesus estava falando a respeito de João Batista.

Jesus adverte os discípulos
Em continuidade à narrativa da Transfiguração (Mt 17,1-8), Marcos e Mateus apresentam este diálogo, quando Jesus e os discípulos descem do monte. O episódio da Transfiguração vem confirmar aos discípulos que a vulnerabilidade ao sofrimento e à morte não é o fim, pois Jesus já é portador da glória do Pai e da vida eterna. Os discípulos oriundos do Judaísmo, contudo, não entendem bem a realidade revelada por Jesus e continuam a vê-lo como o messias glorioso nacionalista que tornará poderosa a nação judaica. O profeta Malaquias anuncia a volta do profeta Elias como um renovador da religião de Israel (Ml 3,23-24). Os escribas o entendiam na perspectiva de um triunfalismo escatológico, como sendo um precursor que poria tudo em ordem para a chegada do messias poderoso e glorioso de Israel. Os discípulos de Jesus ainda estão bastante influenciados por estes escribas. Jesus descarta esta interpretação, dando a entender que coube a João Batista desempenhar o papel de Elias, porém com o anúncio da conversão para a nova ordem das coisas, com a primazia do amor que liberta e vivifica os pobres e excluídos. Porém João Batista foi perseguido e morto, e Jesus adverte os discípulos de que com ele, o Filho do homem, também assim acontecerá.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Encontro da Campanha da Fraternidade 2011

A Diocese realizará nos dias 18 e 19/12/2010 em São Luís de Montes Belos o Encontro de Formação da Campanha  da Fraternidade 2011, com o assessor da CNBB de Brasília. 
 


 
 

Pessoas que parecem crianças


Leitura orante
Mt 11,16-19

- Mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? São como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro:
"Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram!
Cantamos músicas de sepultamento, mas vocês não choraram!"
João Batista jejua e não bebe vinho, e todos dizem: "Ele está dominado por um demônio." O Filho do Homem come e bebe, e todos dizem: "Vejam! Este homem é comilão e beberrão! É amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama." Porém é pelos seus resultados que a sabedoria de Deus mostra que é verdadeira.

O Reino dos Céus está meio do povo

Tendo exaltado a figura de João Batista, Jesus apresenta a parábola das crianças nas praças, em cuja explicação volta a mencionar João. Ele visa aos chefes religiosos do Judaísmo, designados por "esta geração". Na parábola, um grupo de crianças tenta comunicar-se com outro grupo, com brincadeiras de alegria ou de tristeza, porém o outro grupo o rejeita. O próprio Jesus explica a parábola. João Batista faz o seu anúncio da conversão de maneira austera, como um asceta, porém é chamado de louco ("tem um demônio"). Jesus, por sua vez, no seu anúncio do Reino dos Céus, apresenta-se simples e comum no meio do povo, dos pecadores e publicanos, e é chamado de comilão e beberrão. Na realidade os chefes religiosos tentam desacreditar João Batista e Jesus difamando-os, porque temem suas mensagens que vêm ameaçar o seu poder fundado na opressão e na injustiça, acobertado por uma imagem distorcida de Deus. Contudo, os pobres, pecadores e excluídos, que não são escravos da riqueza e do poder, acolhem João Batista e Jesus. Ao longo da história, os discípulos, nas comunidades, fiéis e comprometidos com o
Reino, continuam a reconhecer a sabedoria de Deus, pela maravilha de suas obras, na Encarnação redentora.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

08 DE DEZEMBRO – DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO


A Paróquia São Francisco de Assis celebrou com bastante alegria esta solenidade de Nossa Senhora. Tínhamos uma motivação muito especial: Os 14 anos de vida sacerdotal do nosso querido Pe Carlinhos. Deixamos neste espaço, expresso o carinho e a gratidão de toda comunidade anicuense pela sua resposta generosa ao chamado de Deus. Obrigado pelo seu sim que se renova a cada dia e fecunda a nossa vocação e a nossa missão.
“Ninguém pode recordar um benefício recebido de Deus, sem encontrar, ao lado desta lembrança, a figura de um padre”.  São João Maria Vianey.
PARABÉNS, Pe Carlinhos.


Acolhemos também neste dia 08/12 os alunos concluintes do 5º ano da Escola Paroquial Nossa Senhora Aparecida e os familiares da professora Sonia Vieira pelo 7º dia de sua ressurreição.
Celebramos o mistério da nossa fé, no clima do advento, que nos convida à esperança e à alegria na vida nova.


 


João Batista é o maior

Leitura Orante
Mt 11,11-15


Eu afirmo a vocês que isto é verdade: de todos os homens que já nasceram, João Batista é o maior. Porém quem é menor no Reino do Céu é maior do que ele. Desde os dias em que João anunciava a sua mensagem, até hoje, o Reino do Céu tem sido atacado com violência, e as pessoas violentas tentam conquistá-lo. Até o tempo de João, todos os Profetas e a Lei de Moisés falaram a respeito do Reino. E, se vocês querem crer na mensagem deles, João é Elias, que estava para vir. Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.

Jesus afirma que é o Salvador

Neste tempo do Advento, particularmente nos dias mais próximos do Natal, a liturgia destaca a figura de João Batista. Os quatro Evangelhos, no seu início, associam entre si João Batista e Jesus. Em geral considera-se João Batista de maneira limitada, como simplesmente alguém que apontou para Jesus afirmando que ele é o Salvador. Na realidade a pregação de João Batista foi muito consistente e autêntica, atraiu muitos seguidores e abalou os poderes constituídos, religioso judaico e civil romano. Embora de família sacerdotal, João Batista distanciou-se do poder e dos interesses dos sacerdotes do Templo de Jerusalém, passando a anunciar no deserto o perdão dos pecados pela prática da justiça. Este anúncio esvaziava a função do Templo, no qual a purificação dos pecados era feita pelos sacerdotes, mediante ofertas. A conversão à prática da justiça era uma ameaça aos poderosos. Daí a perseguição e a morte de que foi vítima, pela articulação das elites do Judaísmo e da corte de herodes. A conversão significa a ruptura com o sistema de poder, riqueza e exclusão, e supõe, de certo modo, um ato de violência interior. E este sistema se sente ameaçado por esta ruptura, exercendo violência contra aqueles que assim ousam.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Encontro das Viúvas

Anicuns, 08-12-2010

Hoje, Dia da Imaculada Conceição de Maria, dia do Aniversário de Ordenação de Nosso pastor Pe. Carlinhos, nosso Grupo das Viúvas de Santa Francisca Romana se encontrou mais uma vez. Cumprimos nosso roteiro de Acolhida, Oração e Palestra Reflexiva.
Depois brincamos de Amiga Oculta, trocando abraços e presentes.Encerrando, acolhemos nossos familiares, convidados para almoçar conosco. Tivemos sorteios de bíblias e , cantando os parabéns comemos o bolo de aniversário dos 14 anos de Ministério do Pe. Carlinhos. Aproveitamos para agradecer às trabalhadoras da Paróquia que sempre fazem nosso almoço. Nosso próximo encontro será nossa Romaria Vocacional para Trindade com toda a Comunidade, dia 30 de Janeiro.

 
                     Viúvas de Stª Francisca Romana.


 


CATEQUESE DIOCESANA – AVALIAR E PLANEJAR A CAMINHADA


Nos dias 04 e 05 de dezembro, a Coordenação Diocesana de Catequese se reuniu para avaliar a caminhada e planejar a evangelização de 2011.
       Com participação expressiva de coordenadores (as)  vindos (as ) das várias Paróquias da nossa Diocese, fizemos um encontro bastante frutuoso.
        Dom Carmelo Scampa, nosso bispo diocesano, conduziu uma manhã de espiritualidade, enfatizando a MÍSTICA e a MISSÃO. Citou com bastante propriedade o pensamento do teólogo Karl Rahner: “o cristão do futuro ou será um místico ou não será cristão”. Convocou a todos a renovarem o ardor missionário, lembrando da ação do Espírito Santo que acompanhou aqueles que nos precederam nestes 50 anos de história da nossa igreja particular.
         Num segundo momento avaliamos o nosso trabalho pastoral em 2010. Com bastante maturidade pudemos perceber luzes e sombras, avanços e limites. Fizemos memória das prioridades e dos destaques elencados na Assembléia diocesana. A partir da realidade apontada e das prioridades e destaques fizemos o nosso planejamento anual. Teremos 3 linhas de ações: Formação e espiritualidade dos catequistas, visitas missionárias nas famílias e formação de uma equipe de coordenação regional de catequese para dar um novo impulso nas 5 regiões pastorais.
        A partir destas decisões, voltamos para nossas comunidades, na certeza de que o Espírito Santo nos precede, pois Ele é o protagonista da missão.
        A todos(as) os (as) Catequistas  da Diocese de São Luis de Montes Belos desejo um excelente ano jubilar. As portas deste ano santo já estão abertas, com certeza  tudo o que semearmos darão excelentes frutos. Uma ótima missão a todos e a todas!

Lúcia Roque

 

O anúncio do nascimento de Jesus



Leitura Orante
Lc 1,26-38


Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria. O anjo veio e disse:
- Que a paz esteja com você, Maria! Você é muito abençoada. O Senhor está com você.
Porém Maria, quando ouviu o que o anjo disse, ficou sem saber o que pensar. E, admirada, ficou pensando no que ele queria dizer. Então o anjo continuou:
- Não tenha medo, Maria! Deus está contente com você. Você ficará grávida, dará à luz um filho e porá nele o nome de Jesus. Ele será um grande homem e será chamado de Filho do Deus Altíssimo. Deus, o Senhor, vai fazê-lo rei, como foi o antepassado dele, o rei Davi. Ele será para sempre rei dos descendentes de Jacó, e o Reino dele nunca se acabará.
Então Maria disse para o anjo:
- Isso não é possível, pois eu sou virgem!
O anjo respondeu:
- O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Deus Altíssimo a envolverá com a sua sombra. Por isso o menino será chamado de santo e Filho de Deus. Fique sabendo que a sua parenta Isabel está grávida, mesmo sendo tão idosa. Diziam que ela não podia ter filhos, no entanto agora ela já está no sexto mês de gravidez. Porque para Deus nada é impossível.
Maria respondeu:
- Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!
E o anjo foi embora.

Jesus no ventre de Maria

A "Imaculada Conceição", título atribuído a Maria, foi afirmada no dogma proclamado pelo papa Pio IX, em 1854. Pode-se considerar que a concepção ("conceição") de Maria, fruto da união de amor de Joaquim e Ana, é o momento inicial do projeto salvífico de Deus, que se efetiva a partir da concepção do próprio Jesus no ventre de Maria. Nove meses após esta festa da concepção de Maria, a Igreja comemora, a 8 de setembro, o seu nascimento (natividade). É a agraciada Maria que, em torno dos seus quinze anos, adere ao projeto de Deus, aceitando ser mãe do Filho divino e eterno. Na escolha de Maria, jovem e pobre da periferia, Deus já insinua seu plano de elevação dos pequenos e humildes, comunicando a todos a vida eterna.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Advento, tempo de Espera, tempo de Esperança!

  O Natal se anuncia novamente em nossas vidas! Vivamos o Tempo do Advento e tenhamos um Santo e Abençoado Natal!

Deus nos convida a nos deixar envolver por este tão grande mistério divino, o Mistério da Encarnação. São quatro semanas em que nos preparamos para celebrar esta certeza a ser anunciada e ofertada como presente a todos os povos – Deus quer caminhar e caminha com seu povo, assumindo a sua condição de criatura, exceto no pecado, para elevar a criação ao mais alto grau, a se tornar divina na sua plenitude.
Estas quatro semanas, em que a Igreja chama de Tempo de Advento. Um pequenino tempo de expectativa, de esperança a ser acesa no coração de cada ser humano de boa vontade como nos anunciará os anjos na Noite de Luz. Um pequenino tempo em que somos chamados há parar um pouco nossa correria do dia a dia e nos encontrar em família, seja entre amigos e vizinhos para orar e meditar no sentido de ir preparando nosso espírito, reavaliar e limpar nosso interior, dando espaço novamente a quem é de devido – o Príncipe da Paz, o Senhor de todas as coisas, o Emanuel (Deus Conosco).
Celebrar o Natal do Senhor é dizer para nós mesmos que não somos como aquela gente que, não tinha lugar, para com aquela mãe aflita às vésperas de dar a luz ao seu rebento. É dizer para nós mesmos que estamos dispostos a olhar para o menino-Deus que continua a nascer no coração de cada ser humano; no entanto, e principalmente, acolher de alguma forma aqueles que nos clamam por vida, por seus direitos tolhidos, por dignidade roubada...
Celebrar o Natal do Senhor é reafirmar a fé não só em querer para nós mesmos a garantia de tê-lo como nosso Salvador, mas deixar-nos envolver pelo seu olhar de compaixão e presenteá-lo com nossas oferendas àqueles que mais necessitam de comida, de roupa, de abrigo, de aceitação diante de suas dificuldades. É começar dentro de casa, saber perdoar mais do que cobrar, é saber caminhar ao lado do que ficar olhando de fora e julgar. É deixar-nos enxergar pelo olhar do pequenino, do frágil, mas que já desde o seu nascimento já dá o seu recado – o olhar de criança que desmonta a qualquer ser humano que tenha coração e seja de boa vontade.
Celebrar o Natal do Senhor é encantar e cantar as maravilhas de Deus! Maravilhas estas que são operadas sempre que a humanidade se deixa tocar no seu íntimo e desarma-se do medo, da prepotência, da arrogância, da vaidade, do orgulho de se achar o dono de tudo e de todos. É no contemplar o Mistério da Encarnação e assim tornar-se humilde, sereno, acolhedor, simples, seguro naquele que é o Senhor da Vida e da Esperança – Jesus de Nazaré.
Vivamos o Tempo do Advento e tenhamos um Santo e Abençoado Natal!







O que vocês acham? Perdeu-se uma ovelha


Leitura Orante
Mt 18,12-14


- O que é que vocês acham que faz um homem que tem cem ovelhas, e uma delas se perde? Será que não deixa as noventa e nove pastando no monte e vai procurar a ovelha perdida? Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando ele a encontrar, ficará muito mais contente por causa dessa ovelha do que pelas noventa e nove que não se perderam. Assim também o Pai de vocês, que está no céu, não quer que nenhum destes pequeninos se perca.

Ovelha perdida e encontrada

Esta parábola da ovelha perdida e encontrada é a expressão da missão de Jesus, enviado do Pai, em acolher e restaurar o convívio comunitário e social daqueles excluídos e considerados marginais e pecadores pelo sistema religioso e social. No Evangelho de Lucas, Jesus narra esta parábola para fariseus que murmuravam porque ele acolhia os pecadores e comia com eles. A ovelha perdida e encontrada significa o excluído pelo sistema religioso das sinagogas e encontrado por Jesus, com grande alegria. As noventa e nove que não precisam do pastor são os fariseus que, hipocritamente se julgando justos, distanciam-se do amor misericordioso de Jesus. Em Mateus a parábola é dirigida à comunidade dos discípulos. Ela se desenvolve em torno do "extraviar" relativo à ovelha. Se um membro se extravia da comunidade, cabe ir à sua procura, e no seu reencontro se tem a maior alegria. Tudo pelo zelo em atender a vontade do Pai que "deseja que não se perca nenhum desses pequenos". Os pequenos são os membros mais humildes, simples e frágeis na comunidade. Jesus já advertira sobre a gravidade de escandalizar um deles. O reencontro com a vida e seu fortalecimento se dá na comunidade, em comunhão com Jesus. Fora dela fica-se exposto às seduções dos poderosos deste mundo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Confraternização - ADEFA


Anicuns – Go, 06.12.2010

Em um abençoado dia de chuva, com uma expressiva participação da comunidade anicuense, a ADEFA celebrou seu dia de confraternização.
O Padre Carlos deu início à nossa festa, com a celebração da Palavra, fazendo memória a todas as pessoas idealizadoras do sonho ADEFA, incentivando-nos a ir concretizando-o sempre mais, com muita dignidade. E a encerrou com o abraço da PAZ.
Passou a Palavra ao Sr. Abílio, o qual fez seus agradecimentos aos colaboradores que o ajudaram a administrar esta entidade nos últimos dois anos. Ao término o Sr. Abílio passou a palavra à nova presidente da diretoria, Sabrina que, lendo a ata da eleição ocorrida no último dia 03 de dezembro, apresentou a nova equipe diretora, tecendo seus agradecimentos a Deus, ao Pe. Carlos, ao Prefeito Municipal – Sr.  Manoel-, ao presidente da Câmara de vereadores – Pastor Genário-, à Secretária Municipal de Educação – Professora Necimar -, e aos demais presentes – internos, colaboradores e benfeitores.
A professora Necimar e o Prefeito Manoel fizeram uso da palavra, assegurando o apoio necessário para a continuidade dos trabalhos da Associação dos Deficientes Físicos de Anicuns.
Encerrado este momento, foi servido um delicioso almoço, seguindo a distribuição dos presentes aos alunos freqüentadores da ADEFA e a seus familiares que os acompanhavam.

ADEFA.


 

Jesus cura a pessoa no seu todo

Leitura Orante
Lc 5,17-26

Um dia Jesus estava ensinando, e alguns fariseus e alguns mestres da Lei estavam sentados perto dele. Eles tinham vindo de todas as cidades da Galiléia e da Judéia e também de Jerusalém. O poder do Senhor estava com Jesus para que ele curasse os doentes. Alguns homens trouxeram um paralítico deitado numa cama e estavam querendo entrar na casa e colocá-lo diante de Jesus. Porém, por causa da multidão, não conseguiram entrar com o paralítico. Então o carregaram para cima do telhado. Fizeram uma abertura nas telhas e o desceram na sua cama em frente de Jesus, no meio das pessoas que estavam ali. Jesus viu que eles tinham fé e disse ao paralítico:
- Meu amigo, os seus pecados estão perdoados!
Os mestres da Lei e os fariseus começaram a pensar:
- Quem é este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder.
Porém Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse:
- Por que vocês estão pensando assim? O que é mais fácil dizer ao paralítico: "Os seus pecados estão perdoados" ou "Levante-se e ande"? Pois vou mostrar a vocês que eu, o Filho do Homem, tenho poder na terra para perdoar pecados.
Então disse ao paralítico:
- Eu digo a você: levante-se, pegue a sua cama e vá para casa.
No mesmo instante o homem se levantou diante de todos, pegou a cama e foi para casa, louvando a Deus. Todos ficaram muito admirados; e, cheios de medo, louvaram a Deus, dizendo:
- Que coisa maravilhosa nós vimos hoje!

Jesus liberta as pessoas

No contexto de ensino de Jesus, esta narrativa de cura tem como mensagem central a revelação do perdão dos pecados através da humanidade de Jesus, o Filho do homem. O pecado, no Judaísmo, tinha um sentido mais legalista do que moral. Era a transgressão dos inumeráveis preceitos que, com o tempo, foram incorporados à Lei de Moisés. A Lei gerava o pecado. A remoção deste devia ser feita pela mediação dos sacerdotes, pelo pagamento das ofertas prescritas e por rituais próprios no Templo de Jerusalém. Proclamar o perdão dos pecados fora do Templo é blasfêmia. Fere a autoridade e os interesses das elites religiosas. O amor misericordioso de Jesus liberta as pessoas que, excluídas e paralisadas pelo sistema opressor, passam a andar e agir, com autonomia.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Biblia Online

Jesus não dá certificados, mas autoridade para anunciar


Leitura Orante
Mt 9,35-10,1.6-8

Jesus andava visitando todas as cidades e povoados. Ele ensinava nas sinagogas, anunciava a boa notícia sobre o Reino e curava todo tipo de enfermidades e doenças graves das pessoas. Quando Jesus viu a multidão, ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor. Então disse aos discípulos:
- A colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita.
Jesus chamou os seus doze discípulos e lhes deu autoridade para expulsar espíritos maus e curar todas as enfermidades e doenças graves.
Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: "O Reino do Céu está perto." Curem os leprosos e outros doentes, ressuscitem os mortos e expulsem os demônios. Vocês receberam sem pagar; portanto, dêem sem cobrar.

Proximidade do Reino

No Evangelho de Mateus o contato de Jesus com as multidões carentes leva a um apelo missionário, seguindo-se a escolha dos Doze apóstolos, que são enviados em missão. A restrição à entrada em cidades de samaritanos e a prioridade dada à casa de Israel são uma formulação própria de Mateus. O Evangelho de João, por exemplo, é pródigo em registrar a adesão dos samaritanos ao anúncio de Jesus. Em seguida Mateus apresenta o esboço de uma estrutura missionária, que, na realidade, foi estabelecida tardiamente entre as primeiras comunidades em expansão.
As curas e expulsões de espíritos impuros associadas à proclamação da proximidade do Reino significam a libertação dos oprimidos e a restauração da vida, entre todos os povos. Estes são os frutos do amor de Deus entre as mulheres e os homens.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Olhos iluminados por Jesus

Leitura Orante
Mt 9,27-31


Jesus saiu daquele lugar, e no caminho dois cegos começaram a segui-lo, gritando:
- Filho de Davi, tenha pena de nós!
Assim que Jesus entrou em casa, os cegos chegaram perto dele. Então ele perguntou:
- Vocês crêem que eu posso curar vocês?
- Sim, senhor! Nós cremos! - responderam eles.
Jesus tocou nos olhos deles e disse:
- Então que seja feito como vocês crêem!
E os olhos deles ficaram curados. Aí Jesus ordenou com severidade:
- Não contem isso a ninguém!
Porém eles foram embora e espalharam as notícias a respeito de Jesus por toda aquela região.

A verdadeira cegueira

Esta narrativa da cura de dois cegos é uma duplicata, com algumas adaptações, da narrativa de Mt 20,29-34. Aqui, Mateus a insere no bloco de dez milagres, narrados em vista de iluminar e fortalecer a fé dos discípulos, preparando-os para o discurso apostólico, apresentado em seguida. Os cegos seguem Jesus e pedem-lhe compaixão. Dirigem-se a Jesus como "filho de Davi". A tradição da volta de um descendente de Davi, messias, ou cristo, para restaurar a
glória de Israel tem um caráter ideológico e foi elaborada pelas elites do Judaísmo que surgiu a partir do exílio. Vemos, agora, dois pobres cegos impregnados por esta ideologia do poder. Aí está a sua verdadeira cegueira. Jesus provoca nos cegos sua confissão de fé, tendo resposta afirmativa. Tocando-lhes nos olhos, atende-lhes o pedido feito com fé, e seus olhos se abrem. Abrir os olhos aos cegos é um dos sinais da chegada da salvação e da libertação, anunciados pelos profetas. A advertência final para manter segredo, um tanto quanto impossível, sugere a prática de Jesus em não exacerbar a imaginação popular, ansiosa por um messias grandioso e glorioso.