sábado, 30 de julho de 2011

Herodes tinha mandado prender João

Mt 14,1-12

Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do rei Herodes. Ele disse aos seus cortesãos: "É João Batista! Ele ressuscitou dos mortos; por isso, as forças milagrosas atuam nele". De fato, Herodes tinha mandado prender João, acorrentá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Pois João vivia dizendo a Herodes: "Não te é permitido viver com ela". Herodes queria matá-lo, mas ficava com medo do povo, que o tinha em conta de profeta. Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. Instigada pela mãe, ela pediu: "Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista." O rei ficou triste, mas, por causa do juramento... ordenou que atendessem o pedido dela. E mandou cortar a cabeça de João, na prisão. A cabeça foi trazida num prato, entregue à moça, e esta a levou para a sua mãe. Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois vieram contar tudo a Jesus.


A condenação de João

Mateus reapresenta em seu evangelho, de maneira mais resumida, esta narrativa já feita por Marcos. Pode-se ver nela uma certa dose de ironia ao apresentar Herodes como um rei sensual e volúvel, um "caniço agitado pelo vento", em oposição à autenticidade e coerência de João. Este banquete de aniversário de Herodes fica caracterizado como o banquete da morte, expressão da resistência dos poderosos às ações libertadoras do povo. A condenação de João, inocente e justo, prenuncia a condenação de Jesus, que se fez discípulo de João e segue caminho semelhante, com a conclamação à conversão ao Reino de justiça.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo


Jo 11,19-27 ou Lc 10,38-42

Muitos judeus tinham ido consolar Marta e Maria pela morte do irmão. Logo que Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada, em casa. Marta, então, disse a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá". Jesus respondeu: "Teu irmão ressuscitará". Marta disse: "Eu sei que ele vai ressuscitar, na ressurreição do último dia". Jesus disse então: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês nisto?" Ela respondeu: "Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que deve vir ao mundo".

O crer em Jesus é a recuperação da vida

Em Lucas há uma cena com Marta dedicada aos trabalhos da casa e Maria, à escuta de Jesus (Lc 10,38-42). Em João, nesta cena do evangelho de hoje, vemos Maria sentada em casa, triste com a morte do irmão, e Marta atenta e dialogando com Jesus em busca da vida, fazendo sua profissão de fé. De início Marta reafirma a crença farisaica na ressurreição do último dia. Jesus revela-lhe a sua novidade: "Eu sou a ressurreição e a vida". A ressurreição é a vida de Deus, que vence a morte e que nos é dada em Jesus. A ressurreição de Lázaro revela a continuidade da vida e a presença da vida eterna, já, naqueles que crêem em Jesus. Morrer é afastar-se de Deus. O crer em Jesus é a recuperação da vida, agora sem jamais morrer. É a participação na vida divina, já. A comunidade que crê em Jesus e vive sua missão de amor é a comunidade dos que já estão inseridos na vida eterna.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Anjos virão para separar os maus dos justos

Mt 13,47-53

"O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que pegou peixes de todo tipo. Quando ficou cheia, os pescadores puxaram a rede para a praia, sentaram-se, recolheram os peixes bons em cestos e jogaram fora os que não prestavam. Assim acontecerá no fim do mundo: os anjos virão para separar os maus dos justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. "Entendestes tudo isso?" - "Sim", responderam eles. Então ele acrescentou: "Assim, pois, todo escriba que se torna discípulo do Reino dos Céus é como um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas". Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

A rede lançada pelos pescadores

Encerrando o bloco de parábolas de Jesus, Mateus apresenta a parábola da rede lançada pelos pescadores, enfocando a perspectiva escatológica, relativa ao fim dos tempos, do Reino dos Céus. Ao fim dos tempos está associado o juízo final. Este enfoque tem suas raízes no antigo tema profético do "dia de Javé" que, depois, se desdobra na literatura apocalíptica. É o dia em que Javé virá julgar e punir as nações e, também, as infidelidades do próprio Israel. Este enfoque transmite a imagem de um deus discriminativo, violento e vingativo. Pode-se pensar que este seja mais uma interpretação dos discípulos oriundos do judaísmo do que do próprio Jesus. A expressão: "ali haverá choro e ranger de dentes" é bem característica do evangelista Mateus, que a usa seis vezes. A comparação final do escriba com o pai de família que tira de seu tesouro coisas velhas e novas parece sugerir que o autor do evangelho, atribuído a Mateus, se identifique com este escriba.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Conheça o Seminário Maior São Luis Gonzaga da nossa Diocese, localizado em Aparecida de Goiânia:


 

O Reino dos Céus

Mt 13,44-46

"O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo. Alguém o encontra, deixa-o lá bem escondido e, cheio de alegria, vai vender todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus é também como um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, ele vai, vende todos os bens e compra aquela pérola.

As parábolas são máximas de sabedoria

As parábolas são máximas de sabedoria expressas por comparações. Assemelham-se às metáforas ou alegorias, permanecendo, contudo, distintas destas. As parábolas de Jesus, reinterpretadas pelas primeiras comunidades, foram inseridas pelos evangelistas em seus evangelhos, de maneira diversificada, conforme seus objetivos catequéticos. Pode-se encontrar em cada uma das parábolas um tema dominante. Os principais temas que elas abordam são: a chegada do Reino, em geral comparado com um banquete nupcial; como se dá a acolhida do Reino e as disposições do discipulado; a misericórdia de Deus para com os excluídos pela religião ou pela sociedade; a rejeição do Reino, particularmente pelos fariseus; a eminência do juízo, a ser exercido exclusivamente por Deus. As duas parábolas de hoje, a quinta e a sexta da coletânea de Mateus no capítulo 13 de seu evangelho, a do tesouro encontrado no campo e a da pérola de grande valor encontrada pelo negociante, aludem às disposições do discipulado na acolhida do Reino. Como o tesouro e a pérola, o Reino foi descoberto pelos discípulos que acolheram Jesus. Agora, cheios de alegria, cabe aos discípulos trocar tudo pela disponibilidade ao serviço do Reino, em comunhão com Jesus e o Pai. É este o sentido do anúncio fundamental a partir de João Batista: "Mudai de vida: o Reino dos Céus está próximo (Mt 3,2; 4,17).

terça-feira, 26 de julho de 2011

SHOW DE PRÊMIOS


        A nossa Diocese mais uma vez está promovendo o Show de prêmios. As cartelas já estão à venda na Secretaria Paroquial ao preço de R$ 10,00. Esta promoção é em vista da formação sacerdotal, agentes de pastorais e lideranças. Adquirindo a cartela você estará concorrendo a 5 prêmios: 1 gol, 1 Honda CG, 1 máquina de lavar, 1 geladeira e 1 forno microondas. O sorteio será dia 16 de outubro.


Avós, simbolos de experiências

 A sabedoria acumulada de duas gerações

Celebramos o Dia dos Avós (26/jul). Não se trata de mais uma data comemorativa criada com fins comerciais, mas de um dia de reflexão e agradecimento àqueles que tanto contribuem para a formação dos netos, sendo sua companhia cada vez mais constante e necessária no cenário atual, visto que os pais precisam trabalhar fora.
Nossos avós – e todos os idosos, de modo geral – são as pessoas que mais devem ser valorizadas como símbolos de experiência e sabedoria. Eles trazem consigo o testemunho de décadas, de gerações de avanços, modernidade e mudanças de comportamento.
Hoje, muitos deles consideram que o tempo não tem a mesma importância de outrora, tanto que o relógio de pulso é usado apenas como acessório.
Se hoje eles têm a pele flácida, o corpo mais sensível e a visão enfraquecida, devemos nos lembrar de que nem sempre foi assim. Afinal, já batalharam muito e dedicaram suas vidas ao cuidado da família. São tão dignos de carinho e respeito quanto nossos pais. Por isso, jamais devemos nos esquecer do verdadeiro valor deles.
Ser avô e avó, fazer parte da terceira ou quarta idade, não pode mais ser relacionado à invalidez, à inoperância ou à inutilidade. Grande parte ainda contribui com a mesma sociedade que os descarta, haja vista o elevado número de idosos responsáveis financeiramente por seus lares, cuidando de filhos e netos.
É muito triste constatar que em muitas famílias os idosos são tratados como objetos antigos. Há pessoas que costumam tecer comentários desrespeitosos a respeito dos mais velhos da casa, reclamando que só dão trabalho, que são lentos ou doentes. Quanta injustiça! Sua presença ensina aos mais novos o tesouro de enxergar o mundo com os olhos do coração.
Quem souber aproveitar o convívio com essas figuras que acumulam sabedoria de duas gerações, certamente terá muito a aprender com seus conselhos. Nossos avós detêm o conhecimento e a sabedoria que não são aprendidos nos livros e estão sempre dispostos a partilhar. São verdadeiros tesouros em nossa vida.

São Joaquim e Sant'Ana:


São Joaquim e Sant'Ana Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant'Ana.

Em hebraico, Ana exprime
"graça" e Joaquim equivale a "Javé prepara ou fortalece".

Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant'Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora.


Sant'Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.


O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant'Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça.


A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José. A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.


São Joaquim e Sant'Ana, rogai por nós!

Bem-aventurados são vossos olhos

Mt 13,16-17

Bem-aventurados são vossos olhos, porque vêem, e vossos ouvidos, porque ouvem! Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo, e não viram; desejaram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram.

São bem-aventurados os que não viram e creram

Várias vezes encontramos no evangelho de Mateus e, principalmente, no de Lucas, a proclamação: "bem-aventurados". Bem-aventurados, ou felizes, é a tradução da palavra grega macarioi que, em seu uso nos evangelhos, tem um conteúdo próprio designando um estado de beatitude ou felicidade divina. A tradução por "bem-aventurados", e lugar de "felizes", pode expressar melhor o sentido original da proclamação. O evangelho de Mateus repete nove vezes a proclamação "bem-aventurados" no início do Sermão da Montanha. Lucas, na passagem paralela, reúne quatro bem-aventuranças, porém ao longo de seu evangelho são encontradas outras doze destas proclamações, três delas especiais para Maria: "bem-aventurada a que creu" (Lc 1,45), "desde agora todas as gerações me considerarão bem-aventurada" (Lc 1,48), "bem-aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaram" (Lc 11,27). O evangelho de Marcos não menciona nenhuma bem-aventurança e no evangelho de João são encontradas duas delas: "Sabendo destas coisas, vós sereis bem-aventurados se as praticardes" (Jo 13,17) e "bem-aventurados aqueles que não viram e creram" (Jo 20,29). No tempo da encarnação os discípulos gozaram da bem-aventurança de ver e ouvir Jesus. Porém, terminado o ministério de Jesus na história, são bem-aventurados os que não viram e creram. Não são necessárias visões ou aparições para crer. A Joaquim e Ana aplica-se a bem-aventurança de serem pai e mãe de Maria.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Posse Pe. Carlos Roberto Nogueira: Segue na integra a Homilia de Dom Carmelo Scampa, na Missa de Posse do Pe Carlos, em 17-07-2011


    Caríssimos Irmãos e Irmãs, a posse de um novo Pároco é sempre um momento de graça e algo de novo que Deus proporciona ao seu povo. Nenhum Padre é igual ao outro e todos trazem algo de peculiar que ajuda  a comunidade no seu crescimento espiritual.
     Pe Carlos Roberto não é desconhecido para Anicuns, é filho da cidade e já exerceu o Ministério de pároco por aqui. Quero agradecê-lo por ter aceito logo o pedido sem colocar condição, mas manifestando somente o desejo de servir a Igreja.
     A liturgia da Palavra desse XVI Domingo do tempo Comum me oferece a oportunidade de sublinhar alguns aspectos dos ministério do Padre dentro da Comunidade.
      Jesus é sempre muito realista e através de Parábolas nos abre os olhos. Não vamos esquecer depois de ter ouvido a Parábola do Joio e do Trigo que o Reino de Deus é ladeado e assaltado pelo mal e pelo maligno que semeia o que não presta, quer dizer uma comunidade pura, de santos não existe. Isso pede muita paciência para não estragar as pessoas e não fazer o trabalho de Deus. Não é raro sermos surpreendidos por pessoas que pareciam não prestar e de repente se convertem. Portanto é preciso dar tempo ao tempo e paciência!
    Quando Jesus fala da semente de Mostarda e do fermento nos transmite uma esperança profunda que deve animar  o serviço pastoral evitando todo e qualquer desânimo. Apesar do pequeno grão de mostarda e de fermento, o Reino vem infalivelmente. Nós somos simplesmente servos chamados a trabalhar, deixando a Deus o poder de fazer crescer a semente.
      Deus não precisa de protagonistas, mas sim de servos humildes e simples. A semente tem poder próprio e cresce independentemente das preocupações do agricultor.
       Uma das razões pelas quais me levou escolher Pe Carlos para Anicuns é a sua Humildade. Deus irá fazer o que você não será capaz de fazer, não tenha dúvida.
    Da primeira leitura (sabedoria 12) permite-me de evidenciar aspectos importantes para a maneira de exercer o ministério e de se relacionar com o povo. De Deus mesmo podemos  aprender os comportamentos a ser assumidos. Deus não domina ninguém, mas “julga com clemência e nos governa com grande consideração”. O povo não gosta do padre mandão, dominador, autoritário, mas sim daquele que sabe valorizar, acreditar nas pessoas, usando clemência, bondade, confiança. Santo Agostinho diria que vale mais um pingo de mel que um barril de vinagre.
Tratar bem as pessoas, visitar, escutar a todos e nunca dar sinais de impaciência. Procure ser a imagem viva do Cristo Bom Pastor que carrega a ovelha nos ombros.
É também bonito o que o texto sagrado diz: “O justo deve ser humano”. Não se assume o pastoreio mais fiel à lei rigorosa  do que a sensibilidade humana. Muitos vivem machucados, feridos, às vezes não encontram saídas em seus fracassos pessoais ou familiares. Ir aos pastores desumanos é o fim  da picada.
É o próprio Deus que nos diz “ o justo deve ser humano”. Seja como o  Cristo que não julga e condena ninguém, mas através da lógica do amor, da acolhida, da confiança, do diálogo, recupera a todos e oferece a todos o caminho da recuperação. Um Pastor que não é humano no exercício do seu Ministério mata as ovelhas, enquanto Jesus veio “fazer com que todos tenham vida e vida abundante”.
     Caríssimo Pe Carlos,  Deus te pede hoje um grande esforço Pastoral, depois das experiências adquiridas em Jandaia, Aurilândia, Cachoeira, Ivolândia e Moiporá. Seja um Padre que raciocina e age como Deus quer. Voltando as Parábolas que estamos lendo na liturgia destes últimos dois domingos lhe peço de usar o discernimento evangélico sempre. Como Jesus nos diz existem dualismos nos campos, no terreno, na semente, nos peixes...
      Sem discernimento a missão corre o risco de não ser entendida, de ser um projeto nosso, porque não se percebe o caráter ambivalente e divisório que introduz na história. O próprio discurso de montanha corre o risco de ser abstrato, teórico, uma doutrina moral... sem o discernimento evangélico.
     Educa o seu povo nesta direção e todos nós ganharemos. Não seja populista, preocupado em saber o que o povo fala de você. Procure somente agradar a Deus e ajudar todos a realizar seu projeto de vida.
    Que São Francisco de Assis, Padroeiro de Anicuns e São Luiz Gonzaga e a Mãe da Santa Esperança, Padroeiros da Diocese te acompanhem sempre.

Não sabeis o que estais pedindo


Mt 20,20-28

A mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, aproximou-se de Jesus e prostrou-se para lhe fazer um pedido. Ele perguntou: "Que queres?" Ela respondeu: "Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda". Jesus disse: "Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber?" Eles responderam: "Podemos". "Sim", declarou Jesus, "do meu cálice bebereis, mas o sentar-se à minha direita e à minha esquerda não depende de mim. É para aqueles a quem meu Pai o preparou". Quando os outros dez ouviram isso, ficaram zangados com os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: "Sabeis que os chefes das nações as dominam e os grandes fazem sentir seu poder. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos".

Jesus não vem para assumir o poder político e econômico

Tiago e João eram os filhos de Zebedeu. Foram chamados por Jesus logo após os irmãos Pedro e André. Na narrativa paralela a esta, o evangelista Marcos nomeia explicitamente Tiago e João como aqueles que fazem o pedido a Jesus. Mateus transfere a responsabilidade de tal pedido equivocado à mãe deles. Está em questão a falsa compreensão da missão de Jesus. Para desfazer tal equívoco, Jesus deixa bem explícito que os ambiciosos que tomam o poder político e econômico vivem às custas da exploração do povo humilde, oprimido e empobrecido. Jesus não vem para assumir o poder político e econômico, mas para servir à vida, promovendo os excluídos e os mobilizando pelo resgate de sua dignidade.

sábado, 23 de julho de 2011

O Reino dos Céus

Mt 13,24-30

Jesus apresentou-lhes outra parábola: "O Reino dos Céus é como alguém que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo... Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os servos... disseram ao dono: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?' O dono respondeu: 'Foi algum inimigo que fez isso'. Os servos perguntaram ao dono: 'Queres que vamos retirar o joio?' 'Não!', disse ele. 'Pode acontecer que, ao retirar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita. No momento da colheita, direi aos que cortam o trigo: retirai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! O trigo, porém, guardai-o no meu celeiro!'"

O semeador

A categoria de "povo eleito", fundamentada no Primeiro Testamento, é conjugada com a imagem do "inimigo", o qual deve ser destruído. Jesus remove tais concepções pela revelação do amor misericordioso do Pai, sem privilegiados e excluídos. Nesta parábola, exclusiva de Mateus, o inimigo, malígono, está presente, representado pelo joio. Os servos têm o desejo imediato de arrancar o joio. O semeador, contudo, decide que a separação será feita no momento da colheita. A antítese joio - trigo pode induzir a julgamentos sobre as pessoas, separando-as em boas ou más, justas e santas ou pecadoras. A parábola vem contradizer estes critérios de julgamento. No Sermão da Montanha foi proclamado: "Não julgueis e não sereis julgados". Aos discípulos cabe cultivar a seara deixando a Deus a decisão final. Acolhendo-se a todos, com a misericórdia de Deus, abrem-se as portas da esperança e comunica-se a vida.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Eu vi o Senhor"

Jo 20,1-2.11-18

No primeiro dia da semana, bem de madrugada,...Maria Madalena tinha ficado perto do túmulo, do lado de fora, chorando..., inclinou-se para olhar dentro do túmulo. Ela enxergou dois anjos, vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus... Os anjos perguntaram: "Mulher, por que choras". Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram". Dizendo isto, Maria virou-se para trás e enxergou Jesus, de pé, mas ela não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que choras? Quem procuras?" Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu irei buscá-lo". Então Jesus falou: "Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabûni!" (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: "Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus". Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor", e contou o que ele lhe tinha dito.

Jesus é encontrado na partilha em comunidade e na missão

O evangelho de João dá um destaque particular a Maria Madalena ao narrar a sua visita, sozinha, ao túmulo de Jesus. Maria, até então, pensa que a morte triunfou, para ela ainda "estava escuro" (Jo 20,1). Sua visita ao túmulo é um culto saudoso ao morto, e chora. Ela tem dificuldades em reconhecer o próprio Jesus que lhe está próximo e lhe fala. Ela o reconhece quando é chamada pelo seu próprio nome. É o pastor que chama as ovelhas, e elas conhecem sua voz. Maria pensa em reter o Jesus que tem na memória, porém sua forma de presença, agora, é diferente. Jesus é encontrado na partilha em comunidade e na missão.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Felizes ou que ouvem e enxergam

Leitura Orante
Mt 13,10-17


Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: "Por que lhes falas em parábolas?" Ele respondeu: "Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não. Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem. Por isto eu lhes falo em parábolas: porque olhando não enxergam e ouvindo não escutam, nem entendem. Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: 'Por mais que escuteis, não entendereis, por mais que olheis, nada vereis. Pois o coração deste povo se endureceu... Fecharam os seus olhos, para não verem com os olhos, para não ouvirem com os ouvidos, nem entenderem com o coração, nem se converterem para que eu os pudesse curar'. Bem-aventurados são vossos olhos, porque vêem, e vossos ouvidos, porque ouvem! Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo, e não viram; desejaram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram.

Jesus veio para buscar o que estava perdido


Esta explicação sobre o porque falar em parábolas, com um teor acentuadamente excludente, parece ser uma elaboração tardia das comunidades em conflito com os fariseus, porém atribuída a Jesus. O falar em parábolas para que não enxerguem, não escutem, não entendam, e não se convertam, tem algo de contraditório. O mesmo se pode dizer da sentença "a quem tem será dado... a quem não tem será tirado..." típica de uma sociedade de privilegiados, sendo impróprio pensar em transpô-la para o ter ou não ter a fé. Em oposição, proclama-se a bem-aventurança dos olhos que vêm e dos ouvidos que ouvem, dirigida àqueles que se fizeram discípulos de Jesus. Jesus veio para buscar o que estava perdido e veio para que todos tenham vida.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Que tipo de terreno sou?


Leitura Orante
Mt 13,1-9


Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar. Uma grande multidão ajuntou-se em seu redor. Ele entrou num barco e sentou-se ali, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. Ele falou-lhes muitas coisas em parábolas, dizendo: "O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras caíram em terreno cheio de pedras, onde não havia muita terra. Logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol saiu, ficaram queimadas e, como não tinham raiz, secaram. Outras caíram no meio dos espinhos, que cresceram sufocando as sementes. Outras caíram em terra boa e produziram fruto: uma cem, outra sessenta, outra trinta. Quem tem ouvidos, ouça!"

A parábola mantém viva a memória de Jesus


Jesus sai de "casa", ambiente de convívio com os discípulos, e senta-se a "beira-mar", local onde se reúne a multidão. Ele fala em parábolas com imagens da vida comum, accessível a todos, afim de que compreendam sua mensagem. As parábolas são elaboradas a partir fatos quotidianos e marcantes que, por comparação, partindo do visível e sensível se entenda as realidades mais sutis dos relacionamentos humanos e do relacionamento com Deus. De certo modo se comparam às fábulas gregas. Ao longo da parábola, o semeador e a semente são os mesmos. Os terrenos são diversos, são as pessoas, a maneira como recebem a palavra de Deus. A parábola mantém viva a memória de Jesus, o semeador, e sua palavra, a semente, como a fonte vital do compromisso e da perseverança no Reino de Deus. E apresenta o panorama da comunidade, na sua diversidade e em seus problemas, conforme as várias maneiras com que seus membros recebem a palavra de Jesus.

terça-feira, 19 de julho de 2011

ANICUNS RECEBE O SEU MAIS NOVO PASTOR


          Foi com bastante alegria que nossa paróquia recebeu o seu novo Pároco, a alegria própria da ovelha que recebe o seu pastor e se sente protegida com sua presença.
         Em missa solene presidida pelo nosso Bispo Dom Carmelo Scampa, ocorreu a cerimônia de posse de Pe Carlos Roberto Nogueira, como Pároco da Paróquia de São Francisco de Assis.
Dom Carmelo exortou o Padre a ser presença na vida do povo, com a Palavra de Deus e com a  Eucaristia.
Em sua mensagem dirigida à Comunidade, Pe Carlos expressou sua alegria em estar retornando a Anicuns e disse que vai trabalhar pastoralmente em comunhão com todos.
         A Comunidade de Anicuns se fez presente através de representante do Poder Público, dos vários Movimentos, Pastorais e Ministérios da nossa Igreja.
         Pedimos a São Francisco de Assis que interceda por nossa Paróquia nestes anos em que o Pe Carlos Nogueira estará nos pastoreando.


 



Festa em louvor a São Francisco de Assis


        Mais uma vez nossa comunidade se reuniu para celebrar a segunda novena em louvor ao nosso Santo Padroeiro São Francisco de Assis. Foi na casa da Srª Divina Martins. Em clima de confraternização e bastante alegria tudo  transcorreu na mais perfeita paz.
        Pe Carlos Nogueira presidiu a Santa Missa e enfatizou  que o Amor ao próximo deve ser a meta de todos nós, uma vez que se não amarmos de nada adianta nossas devoções.
       Que cresça em nós cada vez mais a mística de São Francisco “ Que eu busque mais amar, que ser amado”, e que nós possamos resgatar os seus valores e ideais na prática de nossa vida Cristã.
      Nossa Próxima novena será dia 06 de agosto, na Fazenda Genipapo, do Senhor Goiano e Família. Até lá!


 

Quem é da família de Jesus?

Leitura Orante
Mt 12,46-50


Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém lhe disse: "Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo". Ele respondeu àquele que lhe falou: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?" E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: "Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe".

O amor que se abre, se faz solidário

Após quatro narrativas de conflito com os escribas e os fariseus, Mateus narra este episódio em que introduz a família de Jesus. O clima é o de um conflito potencial face às exigências de mudanças, conforme a boa nova de Jesus. Esta narrativa é didática, visando à conversão. A família é a célula básica na composição do tecido social. Uma família conservadora é reprodutora da tradicional sociedade opressora e excludente. Há grande interesse dos poderosos em manter as tradições que lhes permitem gozar de seus privilégios. Agora, Jesus propõe a substituição de um conceito hermético de família para um conceito aberto e solidário, conforme a vontade do Pai. Substitui os laços formais familiares pelos laços do amor compassivo e comunicativo que vai muito além dos limites da família. É o amor que se liberta da servidão aos interesses do mercado, na ambição do ter e do enriquecer. É o amor que se abre e se faz solidário com os oprimidos e com os mais carentes. A semente lançada por Jesus supõe um processo de amadurecimento e crescimento. É com este processo que estamos comprometidos, por nossa fé, dedicando-nos à construção do mundo novo possível.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os sinais de Deus


Leitura Orante
Mt 12,38-42


Então, alguns escribas e fariseus disseram a Jesus: "Mestre, queremos ver um sinal da tua parte". Ele respondeu-lhes: "Uma geração perversa e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. De fato, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do Juízo, os habitantes de Nínive se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão, pois eles mostraram arrependimento com a pregação de Jonas, e aqui está quem é mais do que Jonas. No dia do Juízo, a rainha do Sul se levantará juntamente com esta geração e a condenará; pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é mais do que Salomão.

A pregação de Jonas foi sinal para o povo

Esta narrativa está presente nos três evangelistas sinóticos. Em Marcos, mais simples, talvez corresponda mais à sua origem em Jesus. Ao pedido dos fariseus de um sinal de Jesus, a resposta é simplesmente negativa: nenhum sinal será dado a esta geração. Jesus, com a recente partilha do pão (Mc 8,1-10), já proporcionara o sinal por excelência e suficiente. Lucas e Mateus, após narrarem a negativa de Jesus, concedem o sinal de Jonas. Lucas apresenta o sinal de Jonas do ponto de vista missionário: é a pregação de Jonas que foi sinal para o povo ninivita. Assim, a pregação de Jesus é o sinal para o mundo. Mateus, por sua vez, vai apresentar o sinal do ponto de vista messiânico: os três dias e três noites de Jonas no ventre da baleia simbolizam a morte e ressurreição de Jesus. Mateus faz esta interpretação messiânica tendo em vista atender sua comunidade de discípulos oriundos do judaísmo.
Hoje, sob um olhar universalista, compreendemos que os sinais de Jesus são os atos de libertação dos oprimidos e de promoção da vida.

domingo, 17 de julho de 2011

Padre Carlos Nogueira é o novo pároco de Anicuns!

" O Presbítero é enviado a comunidade,ele "está perante a comunidade para construí-la e organizá-la, em vista do conjunto que é a diocese. Ele torna presente o Bispo e seu presbitério no lugar onde trabalha e por isso é chamado a superar os confins, a ir além, a se unir aos outros para juntos formar a grande família diocesana" ( Carta Pastoral extraordinária 2011, sobre a originalidade espiritual do padre diocesano. Págs. 13 e 14)

Assume neste domingo, dia 17 de julho, na Paróquia São Francisco de Assis, como Pároco de Anicuns, o Pe. Carlos Roberto Nogueira. A Santa Missa de Posse ocorrerá às 19:30 hs na Igreja Matriz. Todos estão convidados a participar deste momento tão especial na vida da Paróquia!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Alguém maior do que o templo


Leitura Orante
Mt 12,1-8


Naquele tempo, num dia de sábado, Jesus passou pelas plantações de trigo. Seus discípulos estavam com fome e começaram a arrancar espigas para comer. Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: "Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!" Jesus respondeu: "Nunca lestes o que fez Davi, quando ele teve fome e seus companheiros também? Ele entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele, nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e não são culpados? Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o templo. Se tivésseis chegado a compreender o que significa, 'Misericórdia eu quero, não sacrifícios', não condenaríeis inocentes. De fato, o Filho do Homem é Senhor do sábado".

Deus quer é a prática da misericórdia

Entre os fariseus e os doutores da Lei a opinião dominante era que a observância do sábado era o principal preceito da Lei. Marcos e Lucas narram vários episódios em que Jesus desrespeita o sábado. Mateus o faz apenas neste episódio e no que o segue, a cura do homem da mão seca. Jesus, ao permitir que seus discípulos arrancassem espigas no sábado, para comer, entrava em choque com as elites religiosas judaicas. Com o exemplo de Davi e dos sacerdotes que se sentem livres da lei em casos especiais, Jesus vai mais além e se proclama o próprio Senhor do sábado. Superando as observâncias religiosas, o que Deus quer é a prática da misericórdia. É o amor que socorre os pequenos pobres e sofredores. É o respeito e a consideração para com o próximo em suas necessidades e carências, promovendo a vida.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Vinde a mim, todos!"

Leitura Orante
Mt 11,28-30

"Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

Coração compassivo

Podemos considerar que nesta proclamação de Jesus resumem-se todos os evangelhos. É o Jesus simples, humano, sensível, que se faz presente entre nós e nos dirige palavras carinhosas e sedutoras, que são luz e vida. Os discípulos, no tempo de Jesus, viviam sob o jugo da Lei. Os escribas e fariseus amarravam fardos pesados sobre seus ombros (Mt 23,4), sob a forma dos inúmeros preceitos legais, as exigências de ofertas, as discriminações, as humilhações e as exclusões. Jesus oferece o jugo do cumprimento da vontade do Pai. Esta vontade é o dom da vida eterna e o caminho é a prática das bem-aventuranças, que levam a um estado de felicidade divina e a uma alegria comunicativa. O mundo, dominado pelos ambiciosos e poderosos, também amarra fardos pesados, tanto sobre os inseridos no sistema global, como os excluídos, cada um a seu modo. As opressões sob formas diversificadas, as ansiedades, as frustrações, os stresses urbanos, a violência e o medo que provoca, a carência, a fome, a doença, a miséria. Jesus manso e humilde de coração oferece a sua paz. Já era aquele coraçãozinho que batia, junto com o coração de Maria, em seu ventre. É o Jesus humano, com seu coração compassivo, que convivendo conosco nos revela o Pai, nos comunica seu Espírito de amor, nos ilumina e conforta, nos estimula à luta e nos dá a vida eterna.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Encontro da Pastoral da Sobriedade

      Esteve aqui em Anicuns para um encontro com a Equipe do Regional IV, a Irmã Ana, acessora da Pastoral da Sobriedade. O tema do encontro foi a exposição do objetivo da Pastoral, a missão e as características do agente. 
     Os participantes em sua maioria estiveram num encontro diocesano que aconteceu no último final de semana. O grupo retorna para as paróquias onde farão a experiência dos 12 passos em um grupo fechado.  
     A Irmã Ana, sentiu bastante motivação nos participantes.


 

"Eu te louvo, ó Pai"

Leitura Orante
Mt 11,25-27


Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

A exaltação de Jesus aos pequeninos

A exaltação de Jesus aos pequeninos que acolheram a revelação faz contraste com as cidades que o rejeitaram, na narrativa que antecede, neste evangelho de Mateus. Nas cidades estão os sábios e entendidos, inseridos no sistema de poder e comprometidos com ele. Eles são cooptados e usufruem os benefícios deste sistema. Abandonam a disponibilidade e o compromisso para com as mudanças propostas pelo projeto de Jesus. O que foi desprezado por aqueles sábios e entendidos, particularmente os doutores da lei, foi revelado aos pobres e excluídos que acolheram Jesus. A revelação do Reino provoca uma subversão de valores no mundo. Os valores mundanos de poder e dinheiro são rejeitados, vigorando agora, como valores supremos, o amor, a liberdade, a vida e a paz. O conhecer a Deus é aderir e ter a experiência destes valores. Aos pobres e pequeninos, marginalizados e não apegados às riquezas, é dado o conhecimento de Deus. A introdução a esta fala de Jesus, "Naquela ocasião Jesus pronunciou estas palavras...", é significativa. Sugere que as palavras que seguem possam ter sido extraídas de fórmulas litúrgicas de louvor das primeiras comunidades, onde se fazia a memória de Jesus. Esta é a única passagem em todo Segundo Testamento, em que o Pai é invocado como Senhor dos céus e da terra.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ai de ti


Leitura Orante
Mt 11,20-24


Então Jesus começou a censurar as cidades nas quais tinha sido realizada a maior parte de seus milagres, porque não se converteram. "Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Se em Tiro e Sidônia se tivessem realizado os milagres feitos no meio de vós, há muito tempo teriam demonstrado arrependimento... Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso serás elevada até o céu? Até o inferno serás rebaixada! Pois se os milagres realizados no meio de ti se tivessem produzido em Sodoma, ela existiria até hoje! Eu, porém, te digo: no dia do juízo, Sodoma terá uma sentença menos dura do que tu!"

Jesus censura algumas cidades sem fé

Após censurar "esta geração", referindo-se aos chefes do judaísmo, Jesus passa a censurar algumas cidades. Na menção a "cidades" temos uma alusão aos centros de poder, que na sua auto-suficiência não se sensibilizam com os milagres de Jesus. O Reino que é rejeitado pelos que estão instalados no poder religioso ou econômico, é acolhido pelos pobres e humildes. Esta censura a Corazim, Betsaida e Cafarnaum é, nos evangelhos, um caso único de censura a cidades. Depois, no fim do ministério de Jesus, será feita também a censura a Jerusalém (cf. Mt 23,37-38; Lc 13,34-35) identificada como "cidade que mata os profetas". As cidades, locais de comércio e ambiente de riqueza, fecham-se à novidade do Reino. Por rejeitarem os milagres feitos por Jesus, Genezaré e Betsaida terão condenação maior do que as cidades gentílicas de Tiro e Sidônia, execradas por Isaías (Is 23,1-18). E Cafarnaúm será julgada com maior rigor do que Sodoma, protótipo bíblico de cidade da corrupção. Tais comparações indicam a melhor acolhida de Jesus pelos gentios do que pelos judeus.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Seguir Jesus exige tomada de posição

Leitura Orante
Mt 10,34-11,1


"Não penseis que vim trazer paz à terra! Não vim trazer paz, mas sim, a espada. De fato, eu vim pôr oposição entre o filho e seu pai, a filha e sua mãe, a nora e sua sogra; e os inimigos serão os próprios familiares. Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. "Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. Quem receber um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta. Quem receber um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo. E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompensa". Quando Jesus terminou estas instruções aos doze discípulos, partiu dali, a fim de ensinar e proclamar nas cidades da região.

O sentido da vida está na comunhão com Deus

Encerrando o Sermão da Montanha, Mateus apresenta mais alguns ditos e sentenças de Jesus, no contexto de envio missionário dos discípulos. As sentenças iniciais também são encontradas em Lucas, porém no contexto mais amplo de advertência quanto às exigências de seu seguimento. O primeiro dito exprime a missão de Jesus: ele veio à história humana como sinal de contradição: dividir nas tradições conservadores para unir no amor. O segundo dito é a expressão impressiva da nova realidade da fé, na qual os laços de sangue são superados pela fidelidade a Jesus. Na mesma perspectiva, o sentido da vida está na comunhão com Deus e não na busca de segurança no poder e no dinheiro. Em conclusão temos os ditos que orientam sobre a acolhida dos missionários, os quais representam o próprio Jesus.

sábado, 9 de julho de 2011

Jesus esta Disfarçado em sua casa!



"Proclamai sobre os telhados!"


Leitura Orante
Mt 10,24-33


O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre... Se ao dono da casa chamaram de Beelzebu, quanto mais ao pessoal da casa! "Não tenhais medo deles. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e nada de escondido que não venha a ser conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas são incapazes de matar a alma! Pelo contrário, temei Aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por uma moedinha? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também eu o renegarei diante de meu Pai que está nos céus.

Proclamar a mensagem libertadora


Ainda dentro das advertências aos discípulos enviados em missão, Mateus reúne outro bloco de ditos de Jesus.
Os poderosos amantes do dinheiro, que perderam suas almas, matam a alma daqueles que seduzem e matam o corpo dos que resistem e os denunciam. A proposta de Jesus não é a de um confronto com os opressores, mas sim, na fidelidade ao Pai, proclamar a mensagem libertadora e vivificante, sem medo da morte. O discípulo doa-se confiante no amor atento e na providência do Pai, expressos pela imagem dos pardais e dos cabelos de sua cabeça, sem medo dos que matam o corpo, como aconteceu com Jesus.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eu vos envio


Leitura Orante
Mt 10,16-23


"Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado com as pessoas, pois vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Por minha causa, sereis levados diante de governadores e reis, de modo que dareis testemunho diante deles... Quando vos entregarem, não vos preocupeis em como ou o que falar. Naquele momento vos será dado o que falar, pois não sereis vós que falareis, mas o Espírito do vosso Pai falará em vós. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os matarão. Sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra...

A missão enche o discípulo de alegria

Temos neste texto de Mateus um trecho do discurso atribuído a Jesus ao enviar os doze apóstolos em missão. O texto tem um estilo literário apocalíptico. No evangelho de Marcos, mais primitivo, ele faz parte do discurso escatológico de Jesus ao prenunciar a destruição do Templo de Jerusalém, nas vésperas de sua paixão (Mc 13,9-13).
Muitos dos primeiros cristão sofreram perseguições tanto da parte dos judeus como do império romano. A alusão à terrível tragédia no seio da família, no texto acima, no seu estilo escatológico-apocalíptico, é uma referência à tradição profética da injustiça universal no fim dos tempos (Mq 7,6). Contudo, C pelo convívio fraterno, pela comunicação com os irmãos, pela solidariedade que leva os pobres e humildes a sorrirem e a terem esperanças. E a alegria maior é fazer tudo em união com Jesus e com o Espírito de amor do Pai.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

VIUVAS DE SANTA FRANCISCA ROMANA

       Aconteceu mais um encontro entre as viúvas da nossa comunidade. O encontro foi marcado pela confraternização e alegria, pois este sempre é um momento muito esperado por elas. Ali Sempre acontece a partilha da Palavra que alimenta a vida e logo em seguida é servido  e partilhado um delicioso almoço.
     Neste dia o grupo de viúvas de Santa Francisca Romana agradeceu muito pela vida do Pe Carlinhos, que foi idealizador e fundador do grupo. As participantes manifestaram o desejo de continuarem os encontros, que segundo elas tem sido de muita importância para todas.


 

Show do Pe. Fábio em Trindade-GO

      Nesta última sexta-feira, estivemos em Trindade-GO para participar da Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno. Uma das atrações da Romaria neste ano foi o Show do padre Fábio de Melo. Ele cantou com o público sucessos da atualidade como "Apenas mais uma de amor", e resgatou refrões que marcaram sua história na música católica, como: "Tudo é do Pai e Incendeia minha alma", entre outras canções que fizeram todos "sair do chão".
      Durante boa parte do show, Padre Fábio conclamou os fiéis a deixarem de lado todos os sentimentos de autocondenação, rezando que nada é mais importante que o AMOR. Além de reflexões e momentos de orações, ele proporcionou a todos momentos lúdicos, onde todos se divertiram muito. A canção Luz Divina, de Roberto Carlos, foi escolhida para encerrar a noite, para deixar claro a todos que a verdadeira fonte de luminosidade é o próprio Jesus.
 

"Vão e anunciem!"


Leitura Orante
Mt 10,7-15


No vosso caminho, proclamai: 'O Reino dos Céus está próximo'. Curai doentes, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro à cintura; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, pois o trabalhador tem direito a seu sustento. Em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, procurai saber quem ali é digno e permanecei com ele até a vossa partida. Ao entrardes na casa, saudai-a: se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. Se alguém não vos receber, nem escutar vossas palavras, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés...

Testemunhar o amor


Estas recomendações por ocasião do envio dos doze, são reproduzidas, com algumas variantes, também por Marcos e Lucas, sendo que Lucas também as apresenta no envio dos setenta e dois. Pelo seu estilo e pelo uso que delas fazem os evangelistas, pode-se supor que sejam normas para a ação missionária, já estabelecidas pelas primeiras comunidades. A proclamação do missionário consiste não em levar uma doutrina oficial, mas em testemunhar o amor com que o próprio Jesus conviveu com seus discípulos e o povo em geral. Não cabe ao missionário procurar segurança, prestígio, e estabilidade financeira em sua atividade, transformada em "cargo" ou "função". O missionário, na humildade e no despojamento, é movido pelo sentimento de fraternidade e solidariedade, com uma prática acolhedora, valorizando cada um que encontra e comunicando a paz.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Comunidade de Anicuns se despede do Padre Carlinhos


        Foi com espírito de gratidão e amizade que a nossa comunidade se despediu do nosso querido amigo Padre Carlinhos.
        Foi Celebrada a Santa Missa em ação de graças, nesta terça-feira pp (28/06). A igreja Matriz estava lotada de fiéis que veio celebrar. Esteve presente também autoridades locais. O Prefeito Municipal Manoel Vicente o homenageou entregando-lhe uma placa de reconhecimento pelo trabalho realizado e mencionou que Anicuns ganhou muito com sua presença. Logo em seguida houve um jantar de confraternização, onde a comunidade reunida pode expressar todo o seu carinho pelo Padre.
        Depois de cinco anos e meio à frente da nossa Paróquia, Pe Carlinhos parte para outro campo de missão. 



 
 


 

Corpus Cristhi



      A nossa Paróquia comemorou o dia de Corpus Cristhi, com a Santa Missa às 7:30 hs da manhã. Momento muito especial dentro desta celebração Eucarística foi a participação de 42 crianças e adolescentes que receberam a sua Primeira Eucaristia.
     Os membros do Apostolado de Oração receberam as fitas e os Ministros Extraordinários da Comunhão também participaram como testemunho de amor e serviço a comunidade através do seu ministério.
      Logo em seguida fizemos a Procissão com o Santíssimo Sacramento pela rua e fomos ao Centro de Convenções Pe Mathias. Ali o Padre rezou em intenção de toda a Comunidade Anicuense no seu centenário de emancipação política.


 

Homenagem ao Pe. Carlos de Anicuns




Texto e Fotos: Lúcia Roque
Locução: Ciron
Colaboração: Taymara Ferreira
Produção e Edição de Áudio: Anderson Gomes

Jesus chama os doze discípulos

Leitura Orante
Mt 10,1-7

Chamando os doze discípulos, Jesus deu-lhes poder para expulsar os espíritos impuros e curar todo tipo de doença... Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e depois André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. Jesus enviou esses doze, com recomendando: "Não deveis ir aos territórios dos pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! No vosso caminho, proclamai: 'O Reino dos Céus está próximo'.

O Reino dos Céus está próximo

Após a introdução, "chamando os doze discípulos...", Mateus, sem maiores esclarecimentos, apresenta: "Estes são os nomes dos doze apóstolos...". Isto sugere a existência de uma lista tradicional dos Doze, que circulava nas comunidades. Lucas mencionando o chamado dos doze, explica que a estes Jesus deu o nome de "apóstolos" (Lc 6,13). Supõe-se que esta lista dos doze surgiu entre os convertidos do judaísmo em Jerusalém, interpretando o movimento de Jesus como sendo continuidade com as doze tribos de Israel. Mateus é o único a mencionar a restrição do envio dos doze com prioridade "às ovelhas perdidas de Israel!". Tal restrição pode se explicar pela intenção de Mateus em valorizar suas comunidades de origem no judaísmo, às quais escreve o evangelho. No evangelho de João, logo de início Jesus é acolhido pelos samaritanos e ao longo de todo o evangelho é rejeitado pelos judeus. O Reino dos Céus está próximo, ao alcance de todos que, na fraternidade, praticam a justiça e constroem a paz.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Jesus encheu-se de compaixão pelas pessoas

Leitura Orante
Mt 9,32-38

Enquanto os cegos estavam saindo, as pessoas trouxeram a Jesus um possesso mudo. Expulso o demônio, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: "Nunca se viu coisa igual em Israel". Os fariseus, porém, diziam: "É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios". Jesus começou a percorrer todas as cidades e povoados... proclamando a Boa Nova do Reino e curando todo tipo de doença e de enfermidade. Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse aos discípulos: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!"

Jesus vem libertar

A narrativa da cura do mudo, que completa a coletânea de Mateus com dez milagres, no capitulo 9, é um resumo da narrativa mais ampla que ele faz em 12,22-32. O demônio é o causador do mal. Pode ser um ser sobre-natural ou aqueles que, aqui no mundo, fazem o mal. Seja enquanto indivíduos ou na perspectiva sócio-econômica, em que as estruturas de poder excluem os pequenos e pobres expondo-os às mais diversas doenças. Jesus vem libertar destes demônios que levam o povo ao sofrimento. As multidões se admiram da ação libertadora de Jesus mas os fariseus procuram difamá-lo. Identificam-no com um demônio, enquanto eles, fariseus, ostentam-se em suas cátedras de hipocrisia e poder. As multidões excluídas, cansadas e abatidas despertam a compaixão de Jesus. A tarefa de trabalhar na sua promoção e libertação é grande. É importante pedir ao Pai do céu, que deseja acolher estas multidões no seu Reino, que envie trabalhadores para esta missão.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A fé e o toque em Jesus

Leitura Orante
Mt 9,18-26


Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, prostrou-se diante dele e disse: "Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem impor a mão sobre ela, e viverá". Jesus... o acompanhou, junto com os discípulos. Nisto, uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragias veio por trás dele e tocou na franja de seu manto. Ela pensava consigo: "Se eu conseguir ao menos tocar no seu manto, ficarei curada". Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: "Coragem, filha! A tua fé te salvou". E a mulher ficou curada a partir daquele instante. Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão agitada, e disse: "Retirai-vos! A menina não morreu; ela dorme". Mas eles zombavam dele. Afastada a multidão, ele entrou, pegou a menina pela mão, e ela se levantou. E a notícia disso espalhou-se por toda aquela região.

Jesus exalta a fé

Neste texto temos duas narrativas de milagres, a cura de uma mulher anônima e a ressurreição da filha de Jairo. Elas encontram-se mais detalhadas no evangelho de Marcos, porém Mateus, procurando atender às expectativas do judaísmo, as resume com a preocupação de agregá-las na sua coletânea de dez milagres de Jesus, apresentando-o com um caráter de poder messiânico. O atendimento a um chefe importante, da sinagoga, é interrompido pela cura e atenção dada a uma mulher impura, do povo. Um quer a restituição da vida de sua filha, a outra quer a cura de sua impureza. Fica evidente a subversão da ordem religiosa vigente. De um lado um homem, chefe religioso com prestígio, de outro, uma mulher excluída. Jesus prioriza a mulher, à qual chama de filha e exalta sua fé. Mas não exclui a filha do chefe, cuja vida é restaurada, apesar das zombarias.